 | No rio Amazonas e seus afluentes habita um estranho peixe chamado candiru ou peixe-vampiro. De olhos diminutos, cor azulada e aspecto limoso, sua reputação entre os nativos é de ser o peixe mais temido naquelas águas, até mais que a própria piranha. O peixinho parasita tem uma característica ímpar: ser atraído pelo fluxo da urina e nadar em sentido contrário e penetrar no ânus, na vagina ou na uretra do banhista. |
O peixe, que pode alcançar até o tamanho de 22 cm, então se instala cravando seus poderosos dentes na carne do hospedeiro não tendo mais como voltar da mesma maneira que entrou, só pode ser retirado por meio de cirurgia. No entanto existem casos de relatos de nativas que descobriram uma forma de driblar a necessidade de ir a um hospital, permanecer relaxada até que o próprio peixe encontre um modo mais natural de sair.
Alguns indíos usam a mistura de duas plantas, como extrato, que tem a propriedade de dissolver o "entrão", só que em muitos casos a infecção pode causar choque e morte nas vítimas antes que o candiru possa ser removido. Apesar de ataques de candirus em humanos terem sido documentados, não há evidências que um peixe possa sobreviver dentro de um humano.
Muitos dos turistas que resolvem mergulhar nos rios de lá, são aconselhados a usar uma camisinha como método de prevenção mais efetivo e seguro. Não foi o caso de um paciente recentemente atendido pelo Dr. Anoar Samad, como poderão ver neste artigo, inclusive com as fotos da cirurgia da retirada do parasita.
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