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Comentários

jully---- em 13 de abril de 2014 às 22:36:30»
o que é mais irônico é que a maioria das pessoas também escutam musica internacional, e apenas pelo ritmo, mas na maioria das vezes nem sabe o que está ouvindo.
e essas mesmas pessoas falam mal das letras das musicas brasileiras sendo que podem estar ouvindo merda ou apologia ao sexo do mesmo jeito que a letra de um "funk".

tudo é hipocrisia
Pensadora em 10 de abril de 2014 às 22:03:16»
Sei não, mas esse MC Garden tem feito sucesso sim! Espero que um dia a realidade do funk mude e toma um rumo mais consciente! Não custa sonhar né....
E não, não gosto! Sou adepta ao bom e velho rock'n roll!
.Tyr em 09 de abril de 2014 às 04:48:20»
Ah pessoal, tratar funk como coisa série é muita falta de sacanagem. Só alguns salvam, o restante restaurou minha fé no sertanejo (Tô falando de Milionário e José Rica, Tião Carreiro e Pardinho, Trio Parada Dura e etc...) porque, fala sério, funk só serve mesmo pra fazer tratamento de canal de dente, quando liga o som a broca no nervo é fichinha.

Quanto a você Ed, fique tranquilo. Li com atenção teu postulado (de um outro também, mas tá didático demais) e enviei pro meu psicanalista. Você tem salvação, nada que umas 300 sessões de choque não dê jeito.

Boa madrugada. E como dizia o José Wilker (Q.D.O.T.) "Vou kh!"
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Politico Honesto em 08 de abril de 2014 às 23:43:11»
"Quando eu vejo Valesca Popozuda sendo chamada de pensadora"

Foi difícil de acreditar, quando ouvi isso hoje, num noticiário. Até concordo que é possível tirar lições de praticamente qualquer coisa, mas usar esse lixo sonoro que essa criatura resmunga é demais. Ótimo sarcasmo.

http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000675132/professor-faz-pergunta-sobre-popozuda-em-prova.html
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 23:33:38»
Ok, Admin. Não entendo do assunto tecnicamente, mesmo. Foi só um palpite. Pode ter sido só uma viagem, mesmo. Bom, no caso do funk, nada surge sem uma referência. Qual seria, então? Ainda não acho que seja nenhuma ou pura invencionisse sem sentido.
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 23:29:40»
Desculpem. Situando: a pergunta foi pro Tyr.
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 23:28:54»
Riu exatamente do que? Das piadas com tua pessoa lustrada e mourisca ou do raciocínio? É que tentei ser sério no caso do funk. Mas, pode ter sido mais uma viagem... Enfim.
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Politico Honesto em 08 de abril de 2014 às 23:22:13»
Não gosto de funk, mas a letra contém um monte de verdades.
Quanto ao segundo vídeo, digno de vômito.
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Redação em 08 de abril de 2014 às 23:14:11»
Talvez pelo compasso ternário Edgar. Mas ainda que possamos identificar uma referência, neste caso ela é muito estendida. Um exemplo desse caso, que eu acho uma verdadeira vergonha, é achar traços do Canon em Ré de Pachelbel na maioria das músicas sertanejas.
rex em 08 de abril de 2014 às 22:03:28»
Eu já tinha visto esse vídeo antes, é assim que tinha que ser o funk, não essa droga que "cantam" e falam que é musica falam sobre coisas fúteis ao invés de usar a popularidade que eles tem para falar de coisas sérias e não sobre bunda e carnaval ou qualquer merda dessas, a musica em si não tem melodia é sempre esse mesmo batidão escroto mais é a mensagem que vale nesse caso, a critica. Se todos os funkeiros fala-sem em suas musicas coisas sérias aposto que não teria esses retardados fazendo "rolezinho" e "ostentando" seus tênis e óculos piratas na internet.
.Tyr em 08 de abril de 2014 às 21:52:24»
Ed. Tua escrita é ótima, mas você se estende demais. Ri litros agora com os comentários acima, mas a tua foi a melhor.
Su-cin-to. - Foi a melhor.
Vou estudar que ganho mais. [ ]'s
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PadreTorque em 08 de abril de 2014 às 21:13:57»
Do vídeo em sí, eu gostei....
Do conceito e do clima que ele criou.
Mas não vai colar.
No Brasil, todo mundo vai achar legal, vai apoiar mas ninguém vai aderir.
Dá trabalho, toma tempo e não dá dinheiro.
Vai morrer na praia. Infelizmente...
Só isso...
:-/
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 21:03:05»
A propósito, Luisão, dê uma sapeada no link que enviei. Foi só achômetro. Mas, a batida é a mesma, né não?
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 20:58:16»
Entendo teu ponto de vista, Luizão. Também, apesar de eu ter escrito muito (pro desespero do Tyrprigui)não pretendo polemizar. Seria mesmo uma polêmica falsa. Também detesto funk, embora que por motivos que estão mais ligados à sua instrumentalização ideológica do que pela qualidade artística em si. Penso que se há alguma divergência real entre o que você e eu dissemos, está na concepção do que seria música ou arte. Pra mim, o povo sempre foi caótico, a música das classes subordinadas nunca prezou pela ordem ou pela racionalidade. Aprendi poucas coisas sobre Nietzche que me pareçam realmente compreendidas por mim ou por quem me ensinou sobre ele. Mas, um legado importante do pensamento dele foi justamente a análise feita sobre a música: a dicotomia entre o apolíneo e o dionisíaco. Pra ser bem claro, a diferença, por exemplo, entre Clementina de Jesus e Jesus, Alegria dos homens (trocadilho péssimo). O som ctônico, ritimado, com ênfase no corpo e o som melódico, que eleva a alma pra algo a ser contemplado. Pra ficar mais maluco ainda, a diferença entre baixar o santo no terreiro e elevar o SEU espírito até o mais alto dos céus durante um hino. Abos têm seu valor e, segundo Nietzche esta diferença é crucial pra separar o popular do erudito. Separação esta que começou a ocorrer com o advento da burguesia, disposta a se autoafirmar culturalmente. Até então, buscava-se harmonia entre ambas as manifestações. Mesmo gostando de algo mais elaborado, nunca digo que algo surgiu do nada. Se tem quem ouve, então faz algum sentido, sensibiliza de alguma forma. Mesmo que não conheçamos o processo. Funk é um terror, mas alguém disse no passado: "enter deum et diabolum semper musica est". Ou coisa parecida. Forte abraço. Valeu pela matéria e pela atenção. E já que o Tyr não lê até o fim, já viu que na Páscoa ele parece mais nervoso? Com tanto ovo de Páscoa aparecendo enforcado nas padarias, deve dar um nervoso no coitado.
güneş em 08 de abril de 2014 às 20:41:09»
Eu também não acredito que vá fazer sucesso mas não pelo que vc falou.
Fui dar uma bisbilhotadinha nas músicas desse MC e fiquei sabendo que já foi boicotado no Youtube uma vez.
Como ele fala de políticos, líderes religiosos e da polícia de uma maneira inteligente e consciente, diferente dos outros compositores de funk, não me admira se ele ficar mudo de repente.
Gostaria que ao invés de letras apelativas todos os outros funkeiros seguissem essa linha de conscientização.

Já imaginou que bacana se essa juventude toda, que gosta tanto desse tipo de música, protestasse dessa maneira? Seria uma forma de mudarmos algo no país?

gisuizinho! Eu assisti um vídeo de um baile funk e pensei que era de algum carnal pornô.
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Redação em 08 de abril de 2014 às 20:33:17»
Sinceramente Edgar? Lógico que é só a minha opinião, não fique chateado. Mas não vejo nenhuma referência que valha a pena ser resgatada no funk carioca: não tem memória, não tem origem e não vejo nenhuma ligação com música brasileira e isso nem é o primordial porque hoje em dia poucos dão atenção a real música brasileira e misturam forró com vanerão e catira e está tudo bem.

A mídia formadora de opinião está no Rio e já nos empurrou a bossa nova (um jazz metido a besta), vive empurrando esta porcaria do carnaval e agora conseguiu popularizar este tipo de "música" sem melodia, sem harmonia com "cantores" medíocres (não dá nem para chamar de cantor), ritmo quase sempre linear (batidão) e sem nenhum conteúdo musical ou lírico.

Eu gosto, como disse o George Fox, do Bochecha, e de alguns poucos outros, porque ele faz uma música agradável, bem arranjada, com melodia que desafia o quadradinho musical e é um bom cantor, assim como este tal de Naldo e Anitta -lançados na mesma época-, são bons cantores, mas não cantam funk, senão que o mesmo pop cantado por Katy Perry e Chris Brown, só que com letras em português. Isso não é funk e se retirarem todas as péssimas referências e decidirem fazer música, tudo o que vai sobrar é apenas música pop, música fácil.

Quando eu vejo Valesca Popozuda sendo chamada de pensadora, e que funk é música, chego a acreditar na asseveração adorniana de que toda cultura é lixo após Auschwitz. Eu entendo bem quando você quer dizer que a cultura é uma classe de experiência daquilo que sobra para as pessoas quando se leva em conta suas condições políticas e, sobretudo, sócio-econômicas que são calraemnte demarcadas ou pela divisão de classes ou de sexos ou até mesmo da educação dada de maneiras diferentes para pobres e ricos. Entretanto eu me recuso a dizer que o funk carioca também é cultura, simplesmente por seu próprio sentido como valor cultural já que seu único valor atual implica uma contradição em sí próprio: grande pobreza de valores e em alguns casos a total falta dele ou everything (acho que me perdi).

Na ausência desses valores sobressai então o que resta aos marginalizados: o valor sexual. Então a pornografia que já está ao alcance dos olhos de todo mundo chegou também aos ouvidos e dessa forma, exposta em todos os cantos, podemos inferir que a antiga regra do proibidão foi violada e isso talvez explique por que ela não choque a mais ninguém. Foi dessa froma que o funk carioca passou a ser aceito em todas as classes sociais. Seja pela batida, seja por que é "legal" ser piriguete (prostituta), seja porque homem que é homem tem que ser macho como o Mr Catra, seja por que coisificar o corpo feminino é "bacana" ou então porque o imoral tornou-se suportável tomando o lugar da moral.

Acrescente-se aí a poberza musical dos intérpretes e compositores. Dificilmente aparece alguém que saiba cantar as 7 notas. Desconhecem solenemente o que é música e acham bonito semitonar na melodia, mudam de tom para gritar mais alto, etc. Isso não é música, nunca foi. Por exemplo, eu não gosto do vocal gutural (rasgado) do heavy metal, acaba com a melodia. Não gosdo muito de rap, cadê a melodia? Como então vou chamar de música um estilo onde os intérpretes e fãs prezam pela falta de afinação e o que menos importa é a música em si? No dia que a música deixar de ser música, talvez.
.Tyr em 08 de abril de 2014 às 18:51:20»
Ed Mota, let try again (isso sim é um clássico!) eu li sua resenha e posterior tese pra sociologia (fez frente ao FHC, mano! lol ), mas o teor esta parecendo uma feijoada completa. Da um sono dos infernos. Seja su-cin-to - o que por aqui quer dizer breve. Não adianta nada querer me levar na conversa com essa enrolação toda. Cara, eu já dei conta de fazer um padre abreviar uma missa! E era meu casamento. Por favor, vai com calma que o pessoal 'tenta' ler o que escreve, mas as vezes você exagera.
Pode ser, ou tá difícil?
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 18:42:14»
Leu isto?
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 18:41:37»
Mala! Preguiçoso!
.Tyr em 08 de abril de 2014 às 17:36:40»
Não tem do que se desculpar não. Não vou ler isso tudo mesmo.
Tá doido? Faz um resumo e posta de novo.
George Fox em 08 de abril de 2014 às 16:27:16»
Funk não é soul não é música não é nada e as que são "ouvíveis" como as de Claudinho e Bochecha, não são funk, são música pop.
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 15:56:58»
Perdoe os erros ridículos de digitação. É a pressa.
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 15:53:24»
Tyr, valeu pela resposta. Concordo contigo. Mas, procuro tomar cuidado pra não resvalar na discriminação pura e simples. Vários ritmos hoje consagrados no Brasil já sofreram rejeição pelos mesmos motivos que o funk: hipersensualização, escracho, agressividade, baixa qualidade das letras, etc... (nisso, acho que os funkeiros têm razão de apontar). O que me preocupa de fato é o caldo de cultura em que eles se encontram sem nenhum poder de crítica. Pior é ver que isto é tão permeável a um certo setor. Mas, é sintomático, não? É sintoma de deseducação, alienação, deslumbramento com o "proibido" que não é tão proibido assim, né. A sacanagem presente nas letras é expressão do que sempre existiu por debaixo dos panos. Encaro como uma espécie de nêmesis da boçalidade nacional que sempre existiu e que sempre se justificou como sendo algo superior porque se encontra acima (sic) dos padrões sociais vigentes sendo, portanto, mais "realista", "verdadeira", "sincera"... Enfim, impõe-se ideológicamente o que seja o "mundo real" e recusa-se qualquer coisa que se aproxime do incômodo de que há algo de muito errado nesta visão de mundo, de mentiroso, mesmo. Chamo isto de manipulação pura e simples. Qualquer crítica que você faça ao mundo-cão é devolvida com a acusação de "conservadorismo", "moralismo", "autoritarismo". Enfim, eles aprenderam a inverter o jogo pra assumir o que sempre foram: boçais (quando falo eles, me refiro a enorme gama de protointelectuais que justificam a autodestruição e desumanização escancaradas na ideologia mundo-cão). Contudo, o funk, enquanto manifestação cultural, se encontra fora de contexto. É uma criação legítima (esqueça o "genuino" wink de um setor que se encontra fuzilado por influências externas, sobretudo as da cultura pop e que, pelo que percebo, sofre um processo inconsciente de "domesticação" da cultura imposta, perante as referências culturais e afetivas que já possuem e das quais, não abrem mão. Se ouvir com atenção e uma certa condescendência, claro, vai perceber que, apesr do termo "funk", a resquícios, de tudo um pouco: repente, forró, sertanejo, canto afro, samba... e quanto mais nos aprofundarmos, perceberemos que é como se o nosso mito fundador (Dionísio, diga-se), nossa "besta-fera" junguiana, se encontra desperta, em suas mais remotas formas de manifestação (credo, pirei na batatinha, agora! Deus me livre, mas é papo-cabça mesmo). Por isto, coloquei no comentário um link que encontrei no Youtube e achei intrigante. Uma música do século XIII, com a mesmíssima batida, exigindo da intérprete uma crueza que resvala até na Tati-quebra-barraco. Vai me crucificar pelo exagero? Acho que sim. Mas, se considerar que uma gravação nos moldes aristocráticos como esta não permitira descer mais ao nível popular, da pra imaginar a forma original de como esta cantiga trvadoresca teria sido interpretada, no meio da rua, numa taberna, ou mesmo entre cortesãos. Devia ser muito menos glamoroso que a referida gravação, não? Ufa, e eu não cheirei nada! Deve ser a hipoglicemia. Mas, no momento, faz algum sentido pra mim. Abraço.
.Tyr em 08 de abril de 2014 às 13:42:11»
Fazer o que sempre faço, ser eu mesmo.
Ed, no geral as letras só tem palavras de baixo calão.
Já ouviu 'Vai Serginho' ? ou 'Bonde das tigresas'? Cara, ouvi isso num churrasco e foi constrangedor.
Beijinho no ombro é até light, mas as letras...
Tem ritmo? Tem. Mas o escracho da poesia é de dar dó.
É genuíno (eeeeeeeeeeeeca! odeio esse termo)? É, mas vulgaridade é cultura? Já viu crianças dançando isso?
Orra, mano (eu disse orra, não outra coisa!) Não dá pra aguentar isso não.

Já esse ai postado é show. Quem dera fossem vários assim ou "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde nasci e poder me orgulhar e ter a conciência que o pobre tem o seu lugar!" - VAI DJ!!!! lol

Pena que não é assim.
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Confortably Numb em 08 de abril de 2014 às 13:34:05»
Ficou muito bom, e não fala mentira nenhuma.
Mas é uma metralhadora mesmo.... Precisa-se ouvir pausando e voltando trechos pra entender... lol
Edgar Rocha em 08 de abril de 2014 às 13:07:45»
Admin, com todo o respeito, sou fã do MDig e tenho um enorme respeito por você e por todos que constroem esta página. Mas, quando leio aqui que o funk não é cultura, não é música, não tem referências, fico um pouco chateado. Já falei aqui que detesto funk e, por favor, não duvide disto. Mas, isto se dá por tudo que ele representa pra mim. As associações me são irrecusáveis. E isto vale pro forró universitário (este, acho até pior que o funk). Até aí, dizer que não é música, que não é legítimo, que não é uma criação popular ou, que não tem ligação nenhuma com os ritmos "tradicionais" do Brasil, é negar aquilo que se escuta. No dia que a carga ideológica do funk, sua associação inquestionável com um projeto de manipulação de massas para o crime e para o terror, com apologias as quais não preciso citar aqui, deixar de fazer sentido e de ligar-se à riqueza de referências que consigo perceber nesta autêntica criação popular (diria que fruto de todo o inconsciente coletivo musical de nosso povo), talvez eu comece a gostar do funk. Pra entender melhor (ou complicar ainda mais su compreensão) sobre o funk, vou sugerir um link: http://www.youtube.com/watch?v=hYniOpgk-_0

Peço que se atenha ao ritmo e à percussão, principalmente, e, depois, na impressionante interpretação (rude, quase tosca, mas cheia de alma). Forte abraço!
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LukeSchimmel em 08 de abril de 2014 às 12:51:49»
Eu não entendi nada do que ele falou. confused
Lilás em 08 de abril de 2014 às 10:55:25»
Tá legal, cara! Ele até usou uma palavra difícil: onomatopéia. Gostei!
David Blein em 08 de abril de 2014 às 10:36:51»
Tá aí, o cara com sua tekpix fez um clipe melhor que a da lorde.