 | O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, ordenou a quarentena em nove comunidades e solicitou ajuda dos países ocidentais e organizações internacionais. Yushchenko anunciou que na Ucrânia aconteceram simultaneamente dois surtos de diferentes tipos da gripe H1N1, e inclusive que ambos tipos se uniram a uma terceiro que corresponderia à gripe comum, sugerindo que os três tipos se recombinaram criando uma espécie de super-vírus no país. |
Os pacientes ucranianos não se curam.
Segundo o pneumologista chefe do hospital em Lviv (Ucrânia ocidental), Dr. Rudnitskaya, os que desenvolveram pneumonia relacionada com a gripe A H1N1 podem acabar desenvolvendo doenças pulmonares crônicas como a asma, e que parece que a doença está causando mudanças orgânicas irreversíveis nos pulmões. Os médicos, no entanto, seguem lutando para encontrar as vias adequadas para combater tanto a doença como as possíveis sequelas.
- "Estamos começando a estudar estes pacientes e a segui-los de perto, realizando análise de sangue e de urina periódicos. A doença tem ocasionado mudanças irreversíveis nos pulmões", diz o Diretor Médico. "Todos os pacientes têm grandes dificuldades para se recuperar, dado que seu sistema imunológico esteja muito debilitado, existindo um alto risco de contrair outro tipo de infecção. Muitas crianças que se curaram da gripe seguem apresentando uma temperatura de 40°. Também temos três pessoas em cuidados intensivos com uma meta síndrome da gripe do tipo meningoencefalite (inflamação do córtex cerebral)".
E isto não é tudo, o instituto norueguês de saúde pública informou à OMS que detectou uma mutação em três casos do vírus H1N1. O vírus mutante está ligado aos dois primeiros casos de óbito por H1N1 no país e a outro paciente afetado gravemente pela gripe.
Segundo a Organização, os cientistas noruegueses analisaram os casos de mais de 70 pacientes afetados pelo vírus H1N1 e "não detectaram qualquer outro sinal de mutação" além dos três citados.
A OMS diz que, apesar desta mutação, o vírus "segue sendo sensível aos medicamentos antivirais, como o oseltamivir e o zanamivir", e que estudos mostram que as vacinas disponíveis contra a gripe conferem proteção à população.
Além dos três casos na Noruega, desde abril foram detectados casos de mutação do H1N1 no Brasil, China, Japão, México, Ucrânia e Estados Unidos, segundo a OMS.
A Organização estima que "o significado desta mutação" é ainda difícil de avaliar devido à falta de informação, e destaca que, no geral, as mutações do vírus da gripe "não modificam importantes características ou a doença que ele provoca".
Em um boletim publicado hoje, a OMS informa que vírus H1N1 já deixou 6.750 mortos em 206 países e territórios. O continente americano continua sendo o mais atingido, com pelo menos 4.806 mortes, seguido pela região Ásia-Pacífico, com ao menos 1.323, e pela Europa, com 350.
A gripe perdeu força nas zonas tropicais da América Latina e da Ásia, com exceção do Peru, Colômbia e Sri Lanka.
A OMS deve fazer um comunicado nas próximas horas sobre a mutação do vírus na Ucrânia.
Todos olhando para o céu na busca de um meteorito que virá para nos arrasar e o perigo que pode extinguir toda a humanidade pode estar aqui mesmo rondando entre nós.
Fontes: segodnya.ua e AFP.