![]() | Não é por acaso que beagles e dachshunds são conhecidos como "sacos sem fundo" devido a uma combinação de herança genética, instinto de caça e uma ausência biológica de saciedade. Diferente de outras raças que param de comer quando estão cheias, o beagle possui uma predisposição genética que faz com que ele sinta fome constantemente, ignorando os sinais físicos de que o estômago já está cheio. Dia desses, minha cadela, Erika, comeu uma tigela de ração e, em seguida, roubou uma rosca enorme de polvilho que esqueci em cima da cadeira. |

Mas ainda que como uma draga, Erika não é gorda porque come duas porções de mais ou menos 60 gramas por dia. Os passarinhos e lagartixas que ela caça no quintal é lucro.
Este não foi o caso de uma beagle de 32 quilos chamada Autumn, que chamou a atenção de Tricia, sua mãe adotiva. Ela enviou um vídeo para seu marido, Dave, que achou que a cadelinha tinha sido aprimorada por inseminação artificial pois parecia uma bolota sem nenhuma semelhança com um beagle.
A dona original de Autumn, que havia falecido, sofria de demência, o que pode ter contribuído para a superalimentação da cadela.
Tricia, uma voluntária da Triangle Beagle Rescue em Raleigh-Chapel Hill, Carolina do Norte, acolheu Autumn e a ajudou a perder muito peso com um plano cuidadoso para mantê-la confortável.
Como Autumn pesava 32,7 kg, era muito arriscado para suas pernas e costas fazer longas caminhadas. Então, Trisha e seu marido criaram uma rotina em que faziam caminhadas curtas ao longo do dia.
Por fim, Autumn perdeu peso suficiente para precisar de uma cirurgia para reparar um ligamento rompido. Após se recuperar, ela atingiu um peso saudável e foi adotada por uma família amorosa.
Hoje, Autumn está vivendo a melhor fase da sua vida com sua família definitiva. E você jamais imaginaria que ela é a mesma cachorra que Trisha e Dave conheceram há apenas alguns meses. Ela perdeu metade de seu peso.
Essa fome implacável dos beagles é explicada por alguns fatores principais. Estudos científicos apontam que algumas raças de cães (como o beagle, dachshund e o labrador) possuem mutações genéticas que afetam a leptina e a proomeliomelanocortina (POMC), hormônios e neurotransmissores responsáveis por avisar o cérebro que o corpo já consumiu calorias suficientes.
Sem essa sinalização correta, o cérebro destes cães opera em um estado constante de "modo de sobrevivência", interpretando que ele precisa comer sempre que houver comida disponível.
Acreditem ou não. eu tenho que colocar escoras altas nos meu tomateiros, pois aqueles que ficam ao alcance, a Erika come todos.
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