![]() | Quer dizer... existem alguns poucos fabricantes que, para economizar, inda fazem cadeiras com quatro pernas de rodinhas, mas isso é uma péssima ideia que pode render uma ação indenizatória por danos materiais e morais, fundamentada no Código de Defesa do Consumidor, caso ela resulte na queda e lesão de uma pessoa. E isto tem uma explicação básica: a física. As cadeiras de escritório têm cinco pernas em vez de quatro, principalmente para maximizar a estabilidade e evitar tombamentos, especialmente ao reclinar ou inclinar-se para a frente. |

Acontece a circunstância que a base de cinco pontos distribui o peso de forma mais uniforme, baixa o centro de gravidade e proporciona uma postura mais ampla, segura e equilibrada em comparação com um design de quatro pontos.
A física é clara. Para um determinado tamanho de assento, quanto mais pernas a cadeira tiver, menor a probabilidade dela tombar. Este é o princípio básico por trás do fato de quase todas as cadeiras de escritório com rodinhas terem cinco pernas.
Então... se mais pernas são sempre melhores, por que parar em cinco? Por que não seis, sete?
A maior melhoria na estabilidade ocorre ao passar de 4 para 5 pernas. As demais são marginais e oferecem pouca ou nenhuma estabilidade a mais. Na verdade, todas adicionam mais material do que estabilidade. Mas, para passar de 4 para 5 pernas, adiciona-se apenas 33% mais material e obtém-se 41% mais estabilidade.
Mas essa não é a história completa. As cadeiras de quatro pontos são resistentes e estáveis o bastante para qualquer pessoa que não fique desafiando a física com as pernas em cima da mesa se equilibrando nas pernas traseiras.
As cadeiras de escritório tem uma espécie de amortecedor com molas ou cilindros principalmente para ajustar a tensão do reclínio, permitindo balanço suave e conforto ergonômico ao se inclinar, além de ajudar a retornar o encosto à posição vertical.
Elas controlam a resistência, adaptando a cadeira ao peso do usuário para evitar quedas rápidas para trás, mas ironicamente é este mesmo amortecedor que acrescenta instabilidade à cadeira.
Charles Darwin certamente não vivenciou este problema de instabilidade quando criou a primeira "cadeira de escritório com rodinhas" na década de 1840.
Para facilitar a movimentação entre suas mesas e estantes no seu escritório, ele adicionou rodízios à sua poltrona de madeira.

Em 1904, o arquiteto Frank Lloyd Wright projetou a cadeira do Edifício Larkin que tinha quatro pernas, rodinhas e estabilizador. Como era instável e fácil de tombar, ganhou o apelido de "Cadeira do Suicídio".
Foi assim que chegaram as cadeiras modernas de escritório com uma base de cinco pernas (estrela) em vez de quatro, principalmente para segurança e estabilidade, evitando tombos quando o usuário se inclina.
Embora Darwin tenha popularizado a ideia de colocar rodinhas em cadeiras, a transição para o design moderno de cinco rodinhas foi uma evolução técnica focada em ergonomia e segurança que ocorreu décadas depois.
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por que não 3? com 4 também pode mancar.