![]() | Nós já falamos algumas vezes sobre a enorme mina Khewra, de sal rosa do Himalaia, desde que foi descoberta pelo cavalo de Alexandre, o Grande, até como 400 mil toneladas anuais de sal são extraídas no local, que não fica exatamente no Himalaia, senão nas profundezas das montanhas do Punjab paquistanês, onde os mineradores passam o maior perrengue extraindo manualmente a rocha rosa de Khewra, no Paquistão, arriscam suas vidas extraindo sal rosa do Himalaia manualmente, usando métodos perigosos e ultrapassados, como perfurar buracos para explosivos com as próprias mãos. |

A alta pressão, os túneis estreitos, o risco constante de desabamento e o manuseio de explosivos para obter uma pequena fração do produto final tornam essa uma das ocupações mais perigosas do mundo.
Os mineiros preenchem os buracos com pólvora manualmente, usando pavios acesos. Um único erro, faísca ou explosão prematura pode causar o desabamento dos túneis, levando à morte ou ferimentos graves.
A mineração ocorre no interior de uma montanha de 25 quilômetros de altura e 250 milhões de anos, onde os mineiros trabalham em espaços escuros e apertados e com qualidade do ar deficitária devido a gases e particulados que exigem ventilação adequada.
Em geral, a qualidade do ar dentro de minas de sal subterrâneas padronizadas é, em geral, considerada excelente e terapeuticamente benéfica, devido a haloterapia, mas na Khewra o ar é denso com poeira de sal, o que pode causar problemas respiratórios crônicos para os mineiros que trabalham em turnos de 8 horas.

Os trabalhadores frequentemente trabalham sem equipamentos de segurança modernos, manuseando explosivos pesados para desalojar o sal em um processo que permaneceu
Apesar desses riscos, os mineradores mantêm as minas em funcionamento, produzindo cerca de 400.000 toneladas de sal anualmente, de acordo com reportagem detalhada da Sea Salt Work.
A mineração prioriza a segurança, deixando 50% do sal para servir como pilares e evitar o desabamento dos túneis. No entanto, para os trabalhadores da mina de Khewra, este continua sendo um dos trabalhos mais perigosos da indústria de mineração.
A Mina de Sal de Khewra -também às vezes chamada de Mina de Sal de Mayo- é a mais conhecida, a maior e também a mais antiga da Cordilheira do Sal e produz a maior parte do sal que conhecemos como sal do Himalaia.

Fundada na década de 1820, esta mina se estende por 40 quilômetros com túneis em 18 níveis de trabalho. Uma grande atração turística, atrai cerca de 300.000 visitantes ao Paquistão a cada ano com suas esculturas artísticas únicas de monumentos famosos, incluindo réplicas em miniatura da Torre Eiffel e da Grande Muralha da China, bem como uma pequena mesquita e uma ponte construída inteiramente de blocos de sal que se estende sobre uma lagoa de salmoura.
Grande parte do "Sal do Himalaia" vendido no mundo é falso. Para testá-lo, basta colocar uma colher de sopa do sal em um copo d'água. Se for falso, você verá areia vermelha no fundo, que não se dissolve na água.
Independente de ser falso ou não, muitos acham que esse sal é "mais saudável" ou diferente do sal comum. Não tem nada de diferente. É cloreto de sódio batizado por óxido de ferro acumulado durante milhões de anos.
Uma das grandes ironias do sal do Himalaia, na verdade de qualquer classe de sal, é que após milhões de anos sendo cultivado pela Terra, passa a ter prazo de validade depois de embalado.
O sal passou 250 milhões de anos curtindo uma vibe de caverna, tranquilão, sem estresse, sem umidade, só acumulando minerais e óxido de ferro para ficar rosa. Ele sobreviveu a eras glaciais, dinossauros, meteoros e à deriva dos continentes.
Aí, alguém resolve embalar essa maravilha da natureza com a etiqueta "Sal Rosa do Himalaia: 250 milhões de anos de idade". Mas, o que acontece? A natureza comete o erro fatal: contratar um departamento de marketing. Aparece um "Prazo de Validade: novembro de 2026" no fundo do pote de plástico.
O sal, que é um dos conservantes mais eficazes da história da humanidade, usado desde o Egito Antigo para garantir que as coisas durassem para sempre, precisa de uma data de validade para não estragar.
- "Sou eterno, sou mineral, sou a base da vida!", diz o sal raiz.
- "Socorro gente, estou com medo de ficar empedrade!", lamenta o sal-nutella.
No fim, o que "vence" não é o sal, que, sendo honesto, continua salgado por mais 200 milhões de anos, mas sim o iodo ou o antiaglomerante (aquela merda para ele não virar um bloco só) que adicionaram nele.
Ou seja, o sal é tão antigo e poderoso que ele precisa de ajuda química para se rebaixar ao nível dos alimentos perecíveis da sua despensa. É como pedir para um faraó egípcio ter pressa para sair de casa.
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