![]() | O processo de transformação do caule da bananeira (pseudo-caule) em fibras industriais é uma operação de alta tecnologia que converte resíduos agrícolas em materiais sustentáveis, como a chamada seda vegetal. No entanto é necessário asseverar que os caules apresentados no vídeo que dá contexto a este artigos abaixo foram colhidos com o único propósito de fabricar fibras. Isso na verdade não mostra as bananeiras que conhecemos, chama-se abacá ou alvacá (Musa textilis), uma espécie de bananeira filipina que tem frutos não comestíveis, mas o tronco é bom para fazer fibras para cordas e tecidos. |

Há muito tempo a fibra do abacá é extraída é utilizada na fabricação de cordames e papéis. Durante algum tempo era a fibra preferida para a fabricação de cordas para a pesca pesada devido sua força e resistência à água salgada.
Atualmente o seu principal uso tem sido para obtenção de polpa para a fabricação de tecidos (Bananatex) e papel usados em uma variedade de produtos como tecidos, sacos de chá, cédulas de Iene, papel de filtro, papel de capacitores, cigarros, etc.
As Filipinas produzem 85% do abacá mundial. A fibra é extraída em Mindanao, processada em Taiwan e transformada em tecido em Huizhou, na China.
A planta cresce sem irrigação nem pesticidas e a fibra pode ser até três vezes mais resistente que o algodão, além de ser totalmente biodegradável.
Esse ciclo industrial também é usado em outros lugares do mundo para beneficiar os caules de bananeiras comuns, resolvendo o problema de descarte de milhões de toneladas de caules que antes eram queimados ou apodreciam nos campos. Mas essa polpa não é tão resistente como a do abacá
As fábricas modernas utilizam automação pesada e inteligência artificial para gerenciar a extração em larga escala. Logo após a colheita, os caules são cortados e levados à fábrica. É crucial processá-los em até 48 horas para evitar que as fibras fiquem quebradiças.
Os caules são alimentados em máquinas de alta velocidade chamadas decorticadores. Rolos e lâminas rotativas raspam a polpa macia e a pele externa, isolando as longas e resistentes fibras internas.
As fibras brutas passam por jatos de água de alta pressão e processos químicos ou enzimáticos para remover impurezas e lignina.
Algumas fábricas avançadas utilizam a tecnologia de explosão a vapor para separar os feixes de fibra de forma mais limpa e eficiente.
As fibras limpas são secas ao sol ou em câmaras industriais com temperatura controlada para garantir a durabilidade e a cor (que varia de um marfim pálido a um tom dourado).
Por fim, as fibras são penteadas, classificadas por espessura e fiadas em fios que podem ser tecidos puros ou misturados com algodão e seda.
A Bananatex é valorizada por sua leveza, resistência e capacidade de absorção de umidade, para fabricar roupas sustentáveis, saris e acessórios de moda.
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