![]() | Uma exibição aérea que aconteceu no último domingo (17/05) na Base Aérea de Mountain Home, no estado norte-americano de Idaho, terminou abruptamente quando dois Boeing EA-18G Growlers, uma versão do F-18 focada em guerra eletrônica, que estavam realizando sua demonstração, colidiram no ar, se enroscaram e caíram. Felizmente, a colisão ocorreu a uma velocidade relativamente baixa, permitindo que os quatro tripulantes se ejetassem em seus assentos Martin-Baker e sofressem apenas ferimentos leves. |

É muito cedo para saber o que deu errado, e principalmente por que e como eles se enroscaram -o que é quase a coisa mais surpreendente de todas- quem perdeu quem de vista, ou algo assim.
Também não sabemos se as duas tripulações trocaram insultos enquanto desciam de paraquedas. Nem sabemos se a tripulação do avião que acabou embaixo do outro teve sorte, porque a verdade é que eles ganharam uma segunda chance de vida graças ao fato de que sua cabine, e consequentemente a rota de fuga de seus assentos, não estava obstruída pelo outro avião.
Mas, seja como for, foi uma perda custosa, já que, na época da compra, cada aeronave devia custar em torno de R$ 310 milhões. Foi uma perda irreparável , pois a linha de produção do Growler está agora fechada.
Pilotos militares não são punidos por ejetarem ou perderem uma aeronave em acidentes decorrentes de falhas mecânicas ou condições fora de seu controle, pois as forças armadas consideram o treinamento do piloto mais valioso que o equipamento.
A ejeção em si é um procedimento de emergência e uma questão de sobrevivência. O processo, no entanto, envolve consequências e protocolos específicos.
O piloto é afastado das funções de voo e submetido a uma rigorosa comissão de investigação para apurar a cadeia de eventos. O foco é a segurança de voo (no Brasil, investigada pelo CENIPA), e não a punição.
Punições disciplinares ou criminais ocorrem apenas se o inquérito comprovar negligência grave, imperícia intencional, acrobacias não autorizadas ou desobediência a ordens diretas. Nesses casos, o piloto pode responder a processo na Justiça Militar, perder licenças de voo ou até ser expulso da corporação.
O processo de ejeção é extremamente violento, sujeitando o corpo a forças que chegam a mais de 10 vezes a força da gravidade) o que frequentemente resulta em lesões, principalmente na coluna.
Devido aos riscos de saúde, muitos pilotos são permanentemente impedidos de voar jatos de combate, embora possam atuar em outras funções na força aérea.
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