![]() | O Evento Pluvial Carniano foi um colapso climático extremo há cerca de 232 milhões de anos, no período Triássico, que durou cerca de 2 milhões de anos. Marcado por gigantescas erupções vulcânicas, o planeta sofreu um aquecimento global massivo e um drástico aumento nas chuvas, o que abriu caminho para a expansão dos dinossauros. Apesar de como é discutido em alguns lugares na internet, em nenhum lugar é afirmado que choveu continuamente durante a duração desse evento. Nem sempre chovia o tempo todo e em todos os lugares, mas as áreas anteriormente mais secas ficaram mais úmidas? |

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O que os indicadores paleoclimáticos, estratigráficos e biológicos sugerem é que o evento Carniano representa um período úmido quase global, de mais ou menos 2 milhões de anos, que foi precedido e seguido por condições geralmente áridas.
O que causou o fenômeno? O gatilho inicial foram erupções vulcânicas colossais da grande província ígnea de Wrangellia em Pangeia, localizada na região do atual Pacífico norte-americano.
A liberação massiva de dióxido de carbono e metano na atmosfera provocou disparo no efeito estufa e alteração das massas de ar e do ciclo hidrológico.
Apesar do nome "pluvial", não se tratou de uma tempestade ininterrupta que durou dois milhões de anos. O clima da Terra passou por pulsos intensos de umidade e monções que transformaram regiões antes áridas e desérticas em áreas tropicais e úmidas, causando enchentes severas em grande parte da Pangeia.
As mudanças drásticas nos continentes e nos oceanos causaram uma extinção em massa silenciosa, mas criaram o cenário perfeito para a evolução de novas espécies.
O ambiente pós-dilúvio favoreceu a rápida expansão territorial e o domínio dos dinossauros. Criaturas como os ancestrais dos crocodilos, tartarugas, lagartos e os primeiros mamíferos também começaram a prosperar.
Se você esta se perguntando como os cientistas podem afirmar a ocorrência do Episódio Pluvial Carniano? Ele foi identificado por meio de pistas geológicas -mudanças químicas nas rochas e fósseis-, e a idade foi definida pela datação radiométrica de cinzas vulcânicas.
Saber que o evento ocorreu há 232 milhões de anos depende do princípio da decaimento radioativo de elementos químicos. Rochas e cinzas vulcânicas contêm elementos radioativos (como o urânio) que se transformam em outros (como o chumbo) a uma taxa matemática e constante.
Medindo essa proporção em laboratórios de ponta, os cientistas calculam a idade exata da rocha. Ademais o período Pluvial é encontrado em camadas de rochas ao redor de todo o globo.
Datando uma camada de cinzas vulcânicas que está logo abaixo ou acima da camada de interesse, consegue-se a idade precisa de todo o evento.
As rochas dessa época apresentam alterações químicas drásticas. Isso indica uma enorme liberação de carbono na atmosfera, causado por erupções vulcânicas massivas na região de Wrangellia (no oeste do Canadá).
Esse aumento de gases de efeito estufa gerou um forte aquecimento global, alterando o ciclo hidrológico e causando milhões de anos de chuvas intensas e contínuas.
As rochas formadas antes e depois desse período são áridas ou secas (já que a Terra estava unida no supercontinente Pangeia). No entanto, nas rochas de 232 milhões de anos, há acúmulo anormal de sedimentos fluviais e carvão, além de mudanças abruptas nos fósseis, marcando o momento em que os dinossauros se tornaram dominantes.
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