![]() | Você provavelmente se lembra da famosa lenda do caçador besteiro, que, desafiado, atirou uma maça em cima da cabeça de seu filho com uma flecha a 50 passos de distância. Seu nome verdadeiro era Wilhelm Tell, mas este deve ser o mais transliterado da história: Guilherme Tell em brasileiro, em alemão Wilhelm Tell, em francês Guillaume Tell, em italiano Guglielmo Tello, em romanche Guglielm Tell e William em Inglês. Porque toda esta confusão com um nome, que por si só devia ser único? Há um,a explicação para isso, no entanto. |

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Historiadores apontam que ele é apenas um herói lendário, de autenticidade contestada. Os relatos mais antigos que sobreviveram apareceram na década de 1470, e o nome e a data de sua morte só foram consolidados séculos depois, pelo cronista suíço Aegidius Tschudi.
Segundo a lenda do início do século XIV, ele era um exímio besteiro que acertou uma flecha em uma maçã colocada na cabeça do próprio filho para desafiar o domínio austríaco.
A narrativa popular relata que Guilherme viveu no cantão de Uri e foi i> pelo administrador tirânico Albrecht Gessler, dos Habsburgos, por se recusar a saudar o elmo do governador colocado em praça pública para humilhar os suíços.
Como punição, foi forçado a acertar uma maçã sobre a cabeça de seu filho, Christian, com um único tiro de besta. Após um disparo certeiro, Guilherme foi i> novamente, mas conseguiu escapar e matar o tirano, um ato que inspirou a fundação da Confederação Suíça.
Todos os seus nomes são, logicamente variantes da raiz germânica Willahelm (ou Wiljahelmaz), que significa "protetor resoluto" ou "aquele que deseja proteger".
No francês antigo, o som inicial "W" ou "V" foi adaptado para "G". Assim, o nome passou a ser Guillaume. Quando chegou a Portugal, essa versão adaptou-se foneticamente para Guilherme.
Na Inglaterra, o nome manteve o som germânico original, fixando-se na grafia e pronúncia que conhecemos como William.
Uma consequência interessante disso é que, embora Guilhermina seja um nome raro no Brasil atualmente, existe uma forma feminina de Guilherme que sempre foi popular: Vilma, que vem do alemão Wilhelmina.
Muitas palavras de origem germânica que começavam com "w" inicialmente passaram a ter "g" quando entraram no vocabulário das línguas latinas. Um exemplo é "guerra", que em inglês é war. O contrário também ocorreu. "guarda-roupa", que é garderobe em francês, se tornou wardrobe após atravessar o Canal da Mancha.
Essa não seja a única etimologia curiosa em relação aos nomes. Tiago e Iago, por exemplo, vêm do nome latino Iacobus, que, por sua vez, deriva do hebraico Jacob. Jacó também originou Jaime e James.
Ivan, que é um nome comum em países eslavos, vem do grego Ioannes. É a mesma origem de Johannes, John e do nosso conhecido João.
Ás vezes não é muito bom também consultar a etimologia do próprio nome. Por exemplo, a etimologia do meu nome completo Luis Claudio da Silva é uma combinação de origens germânica, latina e topográfica.
Luis vem de Chlodovech, que deu origem a Clóvis e, posteriormente, a Louis/Luís, cujo significado é "grande guerreiro".
Claudio vem do latim Claudius, um nome de família romano associado ao termo claudus, cujo significado é "manco" ou "coxo".
Da Silva deriva diretamente da palavra latina silva, cujo significado é "da floresta". É um sobrenome topográfico, usado originalmente para identificar pessoas que habitavam ou vinham de regiões de florestas densas em Portugal.
Assim, etimologicamente meu nome significa: "Grande Guerreiro Manco das Florestas". Gostei não.
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