![]() | Não me lembro exatamente quando os supermercados e outras lojas começaram a cobrar pelas sacolas plásticas, sob o pretexto um tanto infame de que estavam ajudando a salvar o planeta e que a cobrança incentivaria as pessoas a trazerem as suas próprias. Bem, posso falar apenas por mim: funcionou. Devo acrescentar, claro, que às vezes esqueço de levar minha sacola de feira reutilizável de nylon e acabo utilizando as sacolas plásticas mesmo. Apesar da existência da lei, os mercados acharam melhor não arrumar confusão com os clientes. |

O STF determinou que os supermercados não são obrigados a fornecer sacolas plásticas gratuitamente. A regra, consolidada considerou inconstitucionais leis estaduais e municipais que exigiam a distribuição grátis, entendendo que essa imposição fere o princípio da livre iniciativa e do livre mercado, ou seja, os estabelecimentos podem cobrar pelas sacolas plásticas para cobrir os custos operacionais.
Nesta cena da sitcom da BBC, Mister Winner, Leslie Winner (Spencer Jones), que sempre se mete em situações desastrosas, acha impossível gastar 15 pences (R$ 1,07) em uma sacola plástica para suas compras e, portanto, decide usar seus vários bolsos (e outras peças de roupa) para levar as compras para casa.
Isso não impressiona ninguém, principalmente a atendente do caixa, que permanece impassível o tempo todo. Imagino que tenha havido algumas tomadas descartadas durante a filmagem dessa cena. Se ao menos Leslie tivesse pensado em uma solução óbvia.
No Reino Unido, existem tantos caixas de autoatendimento que a maioria das pessoas se sente obrigada a usá-los. A atendente do caixa é uma espécie em extinção.
De acordo com uma pesquisa recente, quando os clientes os utilizam e precisam de uma sacola nova, raramente a escaneiam. Eles simplesmente enchem a sacola com as compras e saem da loja assobiando despreocupadamente com seus mantimentos (pagos) na sacola nova (roubada). Problema resolvido.
Em muitas regiões brasileiras, para que a cobrança seja considerada legal, o estabelecimento deve disponibilizar uma alternativa gratuita para o transporte de mercadorias (como caixas de papelão).
A sacola cobrada não pode conter propagandas ou marcas do supermercado. Se tiver o logotipo do mercado, em muitos casos, o Procon entende que ela não deve ser repassada ao consumidor.
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