![]() | Filmes ruins, são ruins, mas filmes realmente muito muito ruins são frequentemente considerados "bons" porque são involuntariamente hilários, proporcionando uma forma única de entretenimento através de tramas absurdas, atuações terríveis e falhas técnicas. Esses filmes criam uma experiência que permite uma apreciação irônica, transformando, por exemplo, um thriller fracassado em uma comédia, e são frequentemente apreciados socialmente, promovendo camaradagem através do riso compartilhado. |

Um desses filmes é o turco "Kareteci Kiz" ("Garota do Karatê"), de 1974, que é totalmente horroroso, mas que tem uma cena de morte hilariamente prolongada que se tornou um clássico consagrado das "cenas ruins"
Ele conta a história de uma jovem que se torna policial e busca vingança contra os criminosos que assassinaram seu pai e seu marido.
Neste vídeo, a protagonista usa caratê mal coreografado e uma arma de brinquedo óbvia para derrotar um vilão com o bigode mais impressionante dos anos 70 que já vimos.
Mas a melhor parte é quantos tiros (cinco!) são necessários para derrubar o criminoso e quanto tempo ele leva (mais de um minuto inteiro!) para realmente cair.
O trabalho do continuísta e do maquiador de efeitos especiais é uma primazia. O bandido bigodudo leva o primeiro tiro mas não sangra. Ele conduz sua mão, onde está escondido um saquinho com líquido vermelho, até a barriga e então espreme o conteúdo. A karatê-girl prova ser boa de mira, pois o segundo tiro acerta no mesmo local que o primeiro.
Para dar ainda mais efeito dramático, ele quica em uma cômoda, se encosta na parede e finalmente desaba em uma cama em câmera lenta ridícula.
Claro, ele grita durante todo o minuto. A última vez que vimos uma cena de morte tão brega, éramos crianças brincando com armas de brinquedo.
As falhas são tão óbvias que o filme se torna uma comédia, com os espectadores rindo do filme em vez de rirem com ele, que deu origem ao mote "tão ruim que é bom!"
Estes filmes desafiam os padrões tradicionais e sérios de qualidade, tornando-os fascinantes, quase como um "acidente de carro" do qual você não consegue desviar o olhar.
Os filmes muito ruins acabam se tornando registros bem-sucedidos de tentativas fracassadas, fazendo com que os erros de bastidores (iluminação inadequada, som ruim, diálogos sem sentido) sejam mais interessantes do que a própria história. A cena de "Kareteci Kiz" por si só é ruim e ainda fizeram uma paródia dela ainda pior.
Assistir a um filme ruim com amigos ou em comunidade permite que as pessoas zoem e se divirtam juntas, transformando uma experiência potencialmente entediante em um evento memorável e interativo.
Podem ser educativos para estudantes e entusiastas de cinema, demonstrando como não fazer um filme e destacando o imenso esforço necessário para fazer um bom filme.
Às vezes, assistimos a filmes ruins para entender uma época, um ator ou um gênero específico, ou porque o filme se tornou um clássico cult.
Muitas vezes, o apelo reside na ausência de pretensão ou no puro absurdo da visão, como em clássicos cult como é o caso de "The Root", considerado um dos piores filmes já feitos, abordado no vídeo logo acima.
Apesar do desprezo dos críticos, o filme recebeu retrospectivamente aclamação irônica do público por suas supostas deficiências, com alguns espectadores chamando-o de "o melhor pior filme de todos os tempos".
Quanto a bela atriz de "Garota do Karatê", Filiz Akın, se tornou uma das estrelas mais requisitadas do cinema turco, conhecida como o "rosto nobre, moderno, urbano e elegante" do cinema turco de Yeşilçam". Ela morreu no ano passado de infecção generalizada depois de contrair uma pneumonia. Filiz Akın tinha 82 anos.
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