
Arqueólogos e historiadores refutam a teoria, indicando que as construções são fruto de organização social, conhecimento técnico acumulado e evolução gradual das técnicas humanas, não de ajuda externa.
A semelhança entre pirâmides de diferentes povos deve-se à forma geométrica ser a mais estável e simples para erguer grandes estruturas com recursos limitados.
Povos antigos construíram pirâmides semelhantes de forma independente devido à "evolução convergente" na arquitetura, onde a forma piramidal, uma base larga que se afunila em direção a uma ponta, é a estrutura mais estável e eficiente para alcançar grandes alturas utilizando matérias-primas como pedra ou tijolo.
Essas estruturas foram alcançadas utilizando mão de obra maciça e organizada, tecnologia simples como alavancas, rampas, cordas e conhecimento local de geometria.
Os principais motivos para a semelhança e a construção incluem a física e estabilidade, já que ao construir com matérias-primas pesadas (pedra, tijolo de barro) sem aço ou tecnologia moderna, uma pirâmide é o único projeto estável que impede que uma estrutura maciça desabe sob seu próprio peso.
A maioria das estruturas piramidais foram construídas para serem templos ou túmulos elevados, voltados para o céu.
Na ausência de rodas ou máquinas pesadas, as civilizações desenvolveram de forma independente rampas (internas ou externas), alavancas e uma organização de trabalho massiva para mover e levantar blocos pesados.
Embora compartilhem uma silhueta básica, as pirâmides no Egito (túmulos), na Mesopotâmia (zigurates) e nas Américas (plataformas de templos) diferem significativamente em propósito, estrutura interna e design. A alegação é tão rasteira quanto afirmar que todas as casas de duas águas são iguais.
Os métodos de construção normalmente envolviam o uso do Nilo para transporte (no Egito), trenós de madeira sobre areia molhada para o transporte e enormes equipes de trabalhadores para construir rampas e levantar pedras.
Quem diabos foi Erich von Däniken?

Erich foi o autor de vários livros pseudocientíficos que faziam alegações sobre influências extraterrestres na cultura humana primitiva, que venderam como água. Ele foi uma das principais figuras responsáveis pela popularização das hipóteses do "paleocontato" e dos antigos astronautas. defendido até hoje por um bando de malucos.
Além das críticas generalizadas de que a obra de Erich causou danos intelectuais ou culturais ao popularizar a pseudoarqueologia, ele foi condenado por graves crimes financeiros e acusado de fabricar provas para sustentar suas teorias sobre "antigos extraterrestres".
Antes de alcançar a fama, Erich era gerente de hotel e falsificou registros, referências de crédito e documentos para roubar mais de US$ 130.000 (em valores do final da década de 1960) para financiar suas viagens para o seu primeiro livro, "Eram os Deuses Astronautas?".
Ele foi condenado em 1970 por múltiplos crimes de fraude, desfalque e falsificação, cumprindo cerca de um ano de uma sentença de três anos e meio de prisão.
Os críticos apontam que ele apresenta consistentemente "fatos" fabricados ou mal interpretados para se adequarem à sua narrativa. Por exemplo, ele afirmou que um pilar em Delhi não enferrujou, o que é falso, e frequentemente deturpou obras de arte ou estruturas antigas, o que os acadêmicos caracterizam como fabricação intencional de provas em vez de erros honestos.
Erich continuou a escrever enquanto estava encarcerado, utilizando seu histórico criminal e notoriedade como parte de seu marketing, o que, segundo alguns críticos, glamourizava atividades fraudulentas.
Muitos estudiosos argumentam que seu impacto duradouro não se limita ao divertimento proporcionado por suas teorias, mas sim à criação de uma "era moderna da desinformação" que promove ativamente a desconfiança na ciência e no conhecimento histórico.
Embora nem sempre explícito, suas teorias frequentemente se baseiam na premissa de que os povos indígenas antigos (como os egípcios ou os maias) eram incapazes de criar seus próprios avanços, o que, segundo os críticos, está enraizado em uma mentalidade colonial e racista que nega o engenho humano.
"Pior" do que o dano especulativo de suas teorias foi a atividade criminosa real e intencional usada para criar sua plataforma, agravada pelas alegações de que suas evidências fundamentais foram intencionalmente fabricadas.
Erich escreveu 49 livros, que venderam 75 milhões de cópias e foram traduzidos para mais de 30 idiomas. Provavelmente Erich seja o fabulador que mais vendeu livros no mundo.
Ele morreu no Hospital Interlaken em Unterseen em 10 de janeiro de 2026, aos 90 anos, deixando seu legado como "pai da mentira arqueologia alienígena" e uma influência duradoura na cultura pop e nas teorias sobre antigos astronautas.
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