![]() | Se você é fã de karaokê, provavelmente odeia "Evidências", a canção composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle em 1989, e que se tornou famosa após ser gravada por Chitãozinho & Xororó, em 1990. Teve uma época que os vocalistas de videokê, quase se pegavam no tapa para ver quem seria o próximo a cantar o chiclete. Agora, 36 anos depois, uma versão mais recente, gravada em 2004 com a presença de Zé Ramalho, consolidou-se como um estudo de caso fundamental para treinadores vocais devido à união de dois extremos vocais técnicos e distintos. |

A música tornou-se referência mundial não apenas pela sua popularidade, mas pela técnica impecável, controle respiratório excepcional e longevidade vocal demonstrada pelos artistas ao longo de décadas.
Xororó é frequentemente elogiado por cantar na "oitava três" como se estivesse chupando cana, em voz natural (aguda), técnica que utiliza a ressonância facial/nasal em vez de forçar a garganta, o que permite agudos potentes sem danificar as cordas vocais. Ele também é reconhecido pelo uso correto do cry (técnica de choro na voz) e vibrato consistente.
A lenda Zé Ramalho traz uma voz grave, rouca e potente, com um timbre único que é estudado para análise de drive (voz rasgada) natural e de "contador de história, com seu característico costume de falar com seu barítono profundo em vez de cantar, oferecendo um contraste robusto ao agudo de Xororó.
Coaches analisam como ambos emitem os sons corretamente, evitando esforço vocal (garganta), o que resulta em uma afinação precisa mesmo em notas difíceis e em longa duração.
A capacidade de Xororó, com mais de 50 anos de carreira, de manter a potência e agudos, mesmo buscando aprimoramento contínuo, é um exemplo prático de técnica vocal bem aplicada.
A colaboração em "Sinônimos" é um case de estudo de como equilibrar uma voz aguda e límpida (Xororó) com uma voz grave e densa (Zé Ramalho) em um único arranjo, demonstrando domínio de afinação e dinâmica de grupo.
Esses artistas são considerados exemplos de que a técnica correta permite a interpretação de músicas com alta exigência vocal sem gerar fadiga crônica, tornando-os modelos ideais para o ensino de canto profissional.
Curiosamente, muitos destes coaches confessam desconhecer a música sertaneja brasileira e sua forte herança da cultura caipira, focada na viola caipira, sanfona e duplas vocais com primeira e segunda vozes.
Por isso, Chitãozinho, de forma injusta, é pouco citado nestas análises. O que realmente não dá para entender muito é o que faz Lucas Lima ali, como um poste no palco.
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