![]() | O Conselho de Segurança da ONU (CSNU), também conhecido como o Clube dos Vencedores da Segunda Guerra Mundial tem seus cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) que deveriam atuar como árbitros em disputas internacionais inclusive com poder de veto sobre resoluções. Devido à sua grande influência nos assuntos internacionais, você já deve ter se questionado: quem os escolheu? Quem decidiu quem teria um assento permanente e quem não teria? As respostas não são tão simples quanto parecem. |

Bem, para começar, após a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava um tanto caótico. As potências globais estavam enfraquecidas, os impérios estavam ruindo e um novo conflito começava a tomar forma.
As potências vitoriosas da guerra esperavam nunca mais repetir os mesmos erros e, para isso, criariam um conselho de grandes potências internacionais para discutir, arbitrar e votar resoluções para conflitos entre países antes que se tornassem guerras.
Esse conselho seria o Conselho de Segurança da ONU e, ao contrário da fracassada Liga das Nações, desta vez as pessoas que tiveram a ideia estavam a bordo.
No início de 1945, o plano original para o novo Conselho de Segurança era que ele tivesse apenas quatro membros: os EUA, a URSS, o Reino Unido e a República da China.
Não é surpresa que esses membros tenham sido escolhidos em grande parte por eles mesmos, e cuja participação nas novas Nações Unidas era necessária para que o sistema funcionasse.
Para os EUA e a China, esse arranjo funcionou bem, mas para a URSS e a Grã-Bretanha, havia algumas questões a serem resolvidas.
A União Soviética via o novo Conselho como dominado pelos EUA e seus aliados, e o considerava uma farsa anticomunista. Queria outra nação no Conselho que dissesse não aos EUA; caso contrário, tudo aquilo não faria sentido.
Em resposta, os EUA fizeram várias concessões para aliviar as preocupações da URSS, como um compromisso em relação à adesão, os EUA ofereceram ao Brasil o quinto membro, o que a URSS recusou, pois, novamente, considerava o Brasil muito alinhado com o Ocidente.
Além disso, a morte de Franklin D. Roosevelt, apoiador de Vargas, e a pressão de outras potências frustraram a candidatura brasileira.
Quanto à Grã-Bretanha, ela tinha vários problemas com a composição atual do Conselho de Segurança. Seu principal problema era que, como único membro da Europa Ocidental no Conselho, parecia que sua defesa seria de responsabilidade da Grã-Bretanha, o que ela não queria.
Primeiro, porque isso parecia caro e, segundo, porque a opinião pública e política britânica sobre a Europa naquele momento era, em grande parte, de que isso os arrastava para guerras.
Assim, Winston Churchill pressionou por um quinto membro: a França. O motivo era que a França queria ser uma voz importante nas relações internacionais, depois do papelão do Regime de Vichi, e faria de bom grado as coisas que a Grã-Bretanha não queria.
A União Soviética também concordou com essa escolha, já que a França era uma nação disposta a dizer não aos Estados Unidos. Com isso, a França entrou e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU foram escolhidos.
Depois disso, houve apenas duas mudanças nos membros do Conselho. A primeira foi em 1971, quando a ONU votou para que a República Popular da China se tornasse a China oficialmente reconhecida, porque, sejamos realistas, a guerra civil já havia terminado e o governo comunista não iria a lugar nenhum.
A segunda vez foi em 1991, quando a URSS entrou em uma fase de desintegração e, portanto, a Rússia assumiu o antigo lugar da URSS, dando origem à composição permanente moderna do Conselho de Segurança da ONU.
O CSNU enfrenta atualmente uma forte crise de credibilidade e é amplamente considerado desprestigiado, com sua relevância questionada devido à incapacidade de resolver os maiores conflitos armados atuais.
Líderes mundiais, Lula no meio, têm criticado duramente o órgão, apontando-o como omisso e desatualizado diante da maior quantidade de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
Os cinco membros permanentes usam frequentemente o veto para bloquear ações que contrariem seus interesses, paralisando o Conselho em crises graves como a invasão da Ucrânia pela Rússia e os conflitos no Oriente Médio.
O Conselho não tem conseguido impedir guerras ou aplicar suas próprias resoluções, o que enfraquece sua autoridade. A estrutura atual reflete a ordem mundial de 1945, não representando a geopolítica do século XXI, o que gera demandas por reformas profundas.
Críticos apontam que o órgão prefere a paralisia à ação, resultando na perda de vidas e no agravamento de crises humanitárias.
Embora especialistas reconheçam que o CSNU ainda é o principal foro internacional para questões de segurança, há consenso de que ele perdeu sua eficácia e precisa de reformas urgentes para recuperar sua legitimidade.
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