![]() | A bicicleta é como a roda, não dá para reinventá-la. Em 1885, o inglês John Kemp Starley inventou a bicicleta com corrente, conhecida como "bicicleta de segurança". Durante a passagem dos anos ela foi aperfeiçoada com pneus, novos materiais, marchas e alguma inovações tecnológicas, mas o sistema de propulsão permanece o mesmo a 141 anos. Sistemas alternativos de propulsão, como transmissões por eixo, correia e mecanismos de acionamento direto, não conseguiram substituir a tradicional transmissão por corrente. |

Todos este novos sistemas não conseguiram igualar combinação de alta eficiência, baixo peso, baixo custo e durabilidade da corrente e coroa.
Embora frequentemente comercializadas com muita propaganda como "isentas de manutenção" ou "inovadoras", essas alternativas geralmente apresentam desvantagens mecânicas significativas, incluindo maior atrito, peso mais elevado e projetos complexos, proprietários e, muitas vezes, frágeis.
Nesse sentido, o youtuber ucraniano Sergii Gordieiev, do canal The Q, que gosta de fazer experiências com bikes, usou suas habilidades em matemática e engenharia para construir uma transmissão de bicicleta sem corrente, utilizando uma série de engrenagens impressas em 3D interligadas para substituir a corrente convencional.
Funcional? Certamente! Sergii demonstra o mecanismo no fim do vídeo. Durável? Nem a pau! Muito provavelmente, no final de uma semana de pedalada, estas engrenagens estarão totalmente puídas e desgastadas, mas o experimento é muito curioso e bem executado.
Por que a corrente sobrevive? A corrente, aperfeiçoada no final do século XIX, é altamente eficiente -frequentemente acima de 98%-, barata de produzir, leve e permite uma ampla gama de coroas e câmbios. Ademias,em qualquer avaria, o sistema com correntes podem ser consertado ou substituído em qualquer oficina de bicicletas ou em casa com qualquer kit xing-ling.
A única coisa que o pessoal de roupa spandex reclama é a sujeira, mas isso é um problema de amador. A coisa básica a fazer é nunca usar graxa, que com o tempo fica impregnada de areia. O certo é fazer limpezas recorrentes com querosene ou aguarrás e em seguida usar lubrificantes modernos a base de cerâmica (uma gota por elo) ou a base de cera (lavar a corrente).
Mas de antemão alerto que estes lubrificantes não são muito baratos. Um fraco de 90 ml de lubrificante de cera custa mais de 100 reais.
Alternativamente é possível usar aqueles frascos com óleo de máquina de costura, mas estes não são anti-corrosivos e podem acarretar o acúmulo de areia.
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