![]() | Daniel Hughes, pesquisador associado do Departamento de Ciências Animais da Universidade de Illinois, nos EUA, conduziu em 2019 uma revisão para descobrir quantos "vertebrados selvagens" foram encontrados em produtos pré-embalados ao longo de um período de 15 anos. O estudo, que afirma ser o primeiro do seu gênero, utilizou dados do Google e do Bing para vasculhar fontes de mídia digital que relataram o aparecimento de animais indesejados em verduras consumidas por pessoas ao longo dos anos. O problema nesse caso nem sempre é encontrar o bicho, senão a metade dele. |

Daniel e sua equipe encontraram relatos de quase uma centena de incidentes ocorridos entre 2003 e 2018, nos quais diversos veículos de comunicação publicaram matérias sensacionalistas sobre consumidores que abriram sacos ou embalagens de verduras e encontraram um pequeno príncipe encantado (ou roedor) entre as folhas.
Segundo o estudo, a maioria dos consumidores entrevistados encontraram anfíbios e répteis, incluindo rãs-arborícolas, pererecas, sapos e lagartixas, a maioria morta, mas alguns vivos. A maioria foi encontrada em embalagens de saladas pré-preparadas.
Em menor medida foram encontrados roedores, pássaros e um morcego-de-cauda-livre-brasileiro, que motivaram um recall do Walmart.
Segundo o estudo todos esses animais apresentavam apenas partes do corpo mutiladas.
Em média, ao longo dos anos, são encontrados cerca de 2,66 animais por ano. Embora o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não monitore especificamente o consumo de alface embalada, a publicação especializada Supermarket News observou que, em 2018, os americanos compraram mais de US$ 4,6 bilhões em saladas pré-embaladas, o que significa que centenas de milhões de embalagens são vendidas todos os anos.
Então, basicamente, encontrar um animal entre as suas folhas verdes é muito nojento, mas também é muito, muito raro.
Assim, quando o músico Simon Curtis chegou em casa com as compras, notou uma pequena mancha verde se mexendo dentro da caixa de alface romana, não conseguiu dar crédito ao que via.
Era uma "perereco" minúsculo que, de alguma forma, havia ficado preso ali. Ele manteve a perereca no recipiente da alface porque estava frio demais para colocá-lo do lado de fora.
Bem, Tony, como ele batizou o "perereco", não queria ficar na caixa de plástico. Ele não só saiu da caixa, como vagou de cômodo em cômodo explorando sua nova casa e se sujando bastante no processo. Simon passou de simplesmente não querer que Tony morresse a mimar seu novo bichinho de estimação com tudo o que um sapinho poderia desejar na vida.
Simon decidiu adotar o anfíbio e integrá-lo à sua família depois que um especialista em vida selvagem lhe disse que seria difícil soltar Tony na natureza. Desde então, Tony é muito amado por Simon e sua parceira. Tony deu sorte!
Por mais estranho que pareça, pererecas podem ser bons pets, especialmente para quem procura um pet exótico de baixa manutenção, silencioso e que não exige interação física constante. Elas são consideradas "pets de observação" e, com os cuidados corretos, podem viver por mais de 10 anos, como a perereca-leitosa.
Por outro lado, pererecas têm pele sensível e não gostam de ser seguradas. O contato frequente pode prejudicá-las.
Elas também preferem se alimentar de insetos vivos, como grilos, baratas e tenébrios vivos.
Em resumo, se você procura um animal para interagir fisicamente, a perereca não é a melhor escolha. Mas se você gosta de terrarismo e aprecia observar comportamentos exóticos, elas são excelentes companheiras.
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