![]() | Já é estranho o suficiente que os mudskippers tenham desenvolvido pernas e pulmões para viver em terra, mas agora eles estão subindo em árvores! Daqui a pouco vão começar a brotar asas, e aí sim estaremos em apuros! Encontrados principalmente em áreas costeiras tropicais e subtropicais, com destaque para a região do Indo-Pacífico, estendendo-se da África Oriental até a Oceania, eles habitam ecossistemas de manguezais, lodaçais e estuários, onde a água se mistura com a terra. Eles não são encontrados nas Américas (atlântico tropical ou pacífico oriental). |

Sr. Gobídeo da Silva morava em um lago, o único lar que este peixe já conheceu. Mas ultimamente, devido ao problema de falta de moradia, o lago está lotado e a comida escassa.
Felizmente, ele tem uma opção que muitos não têm: como um bagre-andador, ele pode se lançar para fora da água e alcançar uma moradia maior e melhor.
No entanto, ele vai enfrentar muitos desafios em sua jornada terrestre: corre o risco de sufocar, secar, sofrer danos físicos em terrenos acidentados e ser caçado por predadores terrestres.
Pensamos nos peixes como animais completamente aquáticos. Mas o mudskipper é apenas uma das centenas de espécies de peixes que são, na verdade, anfíbias, o que significa que possuem adaptações que lhes permitem sobreviver em terra.

A capacidade anfíbia dos peixes é um espectro. Em um extremo, encontram-se espécies como o peixe-mosquito, que só se movem para a terra quando forçados. E no outro extremo, encontram-se espécies como o peixe-saltador, que saltam despreocupadamente pelos bancos de lama durante dias a fio.
Os peixes-saltadores são um grupo de peixes anfíbios gobídeos que passam mais da metade da vida em terra. Habitantes de lodaçais, pântanos e manguezais, cada parte do corpo do peixe-saltador evoluiu para um estilo de vida fora d'água. De fato, sua capacidade de adaptação é impressionante.
Para começar, eles têm olhos grandes e esbugalhados que ficam bem no topo da cabeça, como periscópios, permitindo que espiem para fora da lama.
Esses olhos podem se mover independentemente e piscar, uma característica super rara em peixes. E eles não piscam de qualquer jeito; os gobídeos conseguem retrair seus globos oculares para cavidades especializadas cheias de água em seus crânios. Em outras palavras, eles dão um banho nos olhos. Eles até turbinaram a piscada!
Eles também desenvolveram nadadeiras peitorais tão fortes que funcionam como braços, que usam para se arrastar como um cachorro salsicha em uma cadeira de rodas. Além disso, sua pele é excelente em reter umidade e, como se descobriu, oxigênio.
Isso permite que um peixe-saltador se afaste vários metros do corpo d'água principal, contanto que o ambiente seja úmido (manguezais, lodo) e sua pele permaneça molhada.
Os peixes-saltadores têm duas maneiras de respirar quando estão em terra. Primeiro, absorvem oxigênio pela pele e pelo revestimento úmido da boca e da garganta. Mas, quando as condições ficam secas, eles recorrem a uma estratégia alternativa: armazenam água em suas brânquias dilatadas. Essa água retida mantém suas superfícies respiratórias úmidas e funcionando, e faz com que pareçam esquilos raivosos e sem pelos.
Os peixes-saltadores podem ser muito territoriais, e não é de admira: os manguezais e os bancos de lama podem ficar bastante lotados.
Quando outro peixe-saltador se aproxima demais, seu rival levanta e abaixa agressivamente suas nadadeiras dorsais, faz flexões ou até ataca. Um golpe de corpo bem aplicado pode ser tudo o que é necessário para afastá-lo.
Talvez um dia os peixes-saltadores se cansem de brigar entre si na lama e migrem para o interior. Em algumas partes do mundo, eles foram observados subindo em árvores, o que, mais uma vez, parece uma demonstração de força, em termos evolutivos.
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Comentários
dá pra comprar uma centena deles e soltar nos manguezais de Joinville... que achas?