![]() | Em 1883, a socialite americana Josephine Cochrane ficou viúva repentinamente e com dívidas crescentes. Mas ela teve uma ideia que esperava que mudasse sua sorte. Anos organizando jantares luxuosos e vendo suas louças lascarem durante a lavagem manual convenceram-na de que o mundo precisava de uma maneira melhor de lavar pratos. Assim, ela investiu o pouco dinheiro que lhe restava na construção de um protótipo, acabando por apresentar seu invento de lavadora de louça na Feira Mundial de Chicago. |

Esse foi o primeiro passo em direção à máquina de lavar louça moderna, cujo design básico permanece notavelmente semelhante ao de Josephine.
Ao iniciar o funcionamento da máquina, ela enche um pequeno reservatório com água aquecida a 60°C. Em seguida, começa o ciclo de pré-lavagem.
Uma bomba de circulação envia água sob alta pressão para braços de pulverização, de onde ela é expelida por bicos angulados, impulsionando o giro dos braços.
A água retorna ao reservatório, onde, na maioria dos modelos modernos, um sensor de turbidez mede o nível de sujeira verificando quanta luz atravessa a água. A máquina então ajusta o tempo de lavagem e a temperatura da água de acordo com essa leitura e passa para o ciclo de lavagem.
O detergente é liberado e a máquina faz circular a água, agora misturada ao produto. Essa água suja é drenada e água limpa, aquecida a uma temperatura ainda mais alta, 68°C, circula para um enxágue final de higienização.
Essa temperatura é pelo menos 10 graus mais alta do que a da água mais quente de uma torneira comum, sendo suficiente para eliminar a maioria das bactérias transmitidas por alimentos. Por fim, a máquina pode iniciar um ciclo opcional de secagem.
Embora esse seja o funcionamento da maioria das máquinas de lavar louça, a eficiência da limpeza depende de vários fatores, sendo o primeiro deles o tipo de detergente utilizado.
O detergente está disponível em três formas: líquido, em pó e em cápsulas. O ingrediente principal em todas elas é o tensoativo. Essas moléculas especiais, que possuem duas extremidades distintas, removem resíduos de alimentos ao se fixarem neles por uma extremidade e puxá-los em direção à água pela outra.
Tensoativos também são encontrados em detergentes comuns de pia, mas os detergentes para máquinas vão além. Eles frequentemente contêm enzimas, que quebram os alimentos em pedaços menores que os tensoativos conseguem remover facilmente, e agentes alvejantes, que desinfetam e removem manchas.
Então, qual é a melhor forma de detergente? O detergente líquido pode conter alvejante ou enzimas, mas não ambos, pois o alvejante degrada as enzimas quando em meio líquido.
Os detergentes em pó resolvem esse problema revestindo as enzimas em pó com uma cera protetora, permitindo que atuem em conjunto com o alvejante em pó.
No entanto, ainda mais eficazes são as cápsulas para lava-louças, que separam os componentes usando uma película plástica. Contudo, essas cápsulas podem gerar impactos ambientais: alguns estudos afirmam que o plástico é biodegradável em poucos meses, enquanto outros indicam que ele persiste por muito mais tempo.
A forma como você cuida da lava-louças e a condição da louça colocada nela também podem afetar o desempenho. Uma lava-louças ou um filtro sujo podem enganar o sensor de turbidez, fazendo-o acreditar que a louça está mais suja do que realmente está e acionando um ciclo de lavagem desnecessariamente longo.
E, embora possa parecer contraproducente, enxaguar a louça previamente também pode causar problemas. Se a louça estiver bem enxaguada, o sensor de turbidez detectará pouca sujeira e iniciará um ciclo curto, o que pode não ser suficiente para remover resíduos incrustados mais difíceis.
Além disso, as enzimas do detergente são projetadas para agir sobre os restos de comida; portanto, a melhor prática é simplesmente raspar os pratos antes de carregá-los na máquina.
Por outro lado, ao deixar a lava-louças fazer todo o trabalho, você economiza água. As lava-louças reaproveitam a água durante o ciclo de lavagem, consumindo apenas de 11 a 19 litros. Isso equivale a deixar a torneira da pia aberta por até dois minutos e meio. Assim, se você acha que lavar a louça à mão levaria mais tempo do que isso, talvez valha a pena simplesmente ligar a máquina.
Claro, existem motivos para não abandonar totalmente a lavagem manual. Como as lava-louças utilizam água muito quente, podem deformar itens de madeira e certos tipos de plástico, danificando vedações de copos térmicos ou potes de armazenamento.
Facas afiadas podem perder o corte devido aos detergentes ou até mesmo danificar a própria máquina. Há também a questão do consumo de energia: em média, um ciclo padrão de lava-louças consome aproximadamente a mesma quantidade de energia que tomar um banho de meia hora.
Claramente, existem situações em que lavar à mão faz mais sentido. Mas, se você estiver diante de uma grande quantidade de louça após um jantar, a lava-
Embora algumas pessoas achem o lava-louças essencial, os detratores das lava-louças as consideram "inúteis" ou inviáveis devido a três fatores principais: a falsa necessidade de pré-lavagem, a complexidade da instalação e a baixa capacidade para panelas.
Muitas pessoas relatam o trabalho duplo de raspar e pré-lavar a louça na pia antes de colocá-la na máquina, o que anula a sensação de praticidade. Ou seja você deve lavar a louça antes na pia para depois usar a máquina porque ela não lida com a limpeza de crostas. Que vantagem Maria Leva?
Exigem ponto hidráulico (entrada e esgoto) e elétrico de média corrente próprios, além de demandar espaço de bancada ou armário, algo escasso em cozinhas pequenas.
Ao contrário da pia, que aceita qualquer detergente, a máquina exige sabão em pó/tabletes, secante e sal especial, o que aumenta o custo mensal. Um detergente comum para pia não custa mais do que R$ 5,00, para uns 25 lavagens. Caixas com 12 a 18 tabletes para uso com lavalouças de marcas nacionais custam em torno de R$ 40,00.
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