![]() | Utilizando dados históricos de testes nucleares e simulações computacionais avançadas, cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos estudam como os efeitos das armas nucleares interagem com pessoas, veículos, estruturas, eletrônicos, terreno, água e ar. Os resultados dessas interações são conhecidos coletivamente como "efeitos das armas. Durante e após uma detonação nuclear, edifícios podem desabar. Incêndios, cegueira momentânea, queima de sensores ópticos, danos a navios e instalações subterrâneas, doenças causadas pela radiação e destruição generalizada são todos possíveis. |
Como seria realmente estar presente em uma explosão nuclear?

A verdade é que uma pessoa presente no epicentro de uma explosão nuclear não vai sentir nada porque o corpo vaporiza em microssegundos, mais rápido do que os nervos conseguem enviar sinais ao cérebro.
Mais distante, sobreviventes de testes nucleares descrevem uma sequência de choques sensoriais severos: um clarão ofuscante, uma onda de calor intenso e uma violenta onda de choque.
Primeiro, surge uma luz extremamente brilhante, tipo um flash. Testemunhas relatam que é tão intensa que, mesmo com os olhos fechados, pode fazer com que mãos e ossos pareçam translúcidos.
Segundos depois, uma forte radiação térmica atinge a pessoa. Os sobreviventes descrevem a sensação como uma parede invisível de fogo ou como se uma pessoa em chamas estivesse atravessando seu corpo.
Dezenas de segundos depois, uma enorme parede de ar comprimido chega. Essa onda de choque supersônica pode derrubar pessoas, destruir prédios, romper tímpanos e causar traumas graves, como fraturas e hematomas. A radiação ionizante invisível pode causar náuseas imediatas ou síndrome aguda da radiação a longo prazo, caracterizada por fadiga extrema, danos internos e queda de cabelo.
Em 2018, a revista Vice, hoje falida, às vésperas do Dia Internacional contra os Testes Nucleares, publicou o seguinte vídeo que reúne veteranos britânicos da era atômica que estiveram presentes em locais de testes na Austrália e no Pacífico, para descobrir como é vivenciar de perto a explosão de uma bomba nuclear.
Embora a maioria das pessoas saiba sobre as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, poucas sabem que outras 2.000 bombas atômicas foram detonadas após a Segunda Guerra Mundial e testadas em centenas de milhares de jovens soldados para prepará-los para uma guerra nuclear.
A ameaça existencial de uma guerra nuclear já não é apenas uma lembrança da Guerra Fria. Existem cerca de 13.000 ogivas nucleares no mundo, até 53 vezes mais potentes do que as lançadas na Segunda Guerra Mundial, divididas entre nove países.
A Federação de Cientistas Americanos aponta que a Rússia lidera com aproximadamente 5.459 ogivas e os Estados Unidos possuem cerca de 5.177. Juntos, os dois países concentram quase 90% do arsenal atômico global, não mantendo ogivas estacionadas fisicamente no território um do outro.
Se levarmos em conta a instabilidade mental dos dois presidentes destes países os riscos de uma contenda nuclear são indiscutivelmente maiores.
A Vice Media faliu e encerrou as atividades de seu principal site devido à queda drástica nas receitas de publicidade digital, a gastos excessivos em expansões arriscadas no universo woke e a uma crise de liquidez. A empresa já havia sido avaliada em US$ 5,7 bilhões, mas não conseguiu transformar sua audiência em um negócio sustentável. Quem lacra, não lucra.
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