![]() | Câmeras de trilha documentaram a presença do gato-de-cabeça-chata ( |

Armadilhas fotográficas remotas instaladas no Santuário de Vida Selvagem Princesa Sirindhorn, na Tailândia, registraram a espécie em 2024 e 2025, representando as primeiras detecções no país desde 1995. Treze detecções foram documentadas em 2024, seguidas por mais dezesseis em 2025, como parte do que biólogos locais descrevem como o maior levantamento já realizado da espécie.

A descoberta foi anunciada pelo Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia e pela organização de conservação de felinos selvagens Panthera.

Entre as imagens capturadas, havia uma gata-de-cabeça-chata com um filhote, evidência de que a espécie está se reproduzindo na região. Os pesquisadores observaram que essa descoberta é particularmente significativa porque estes gatos normalmente têm apenas um filhote por ninhada.

-"Durante décadas, o gato-de-cabeça-chata foi classificado como 'provavelmente extinto', mas após anos de proteção contínua, fortes parcerias científicas e gestão comunitária, podemos agora celebrar seu retorno à Tailândia", disse Suchart Chomklin, ministro de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Tailândia, em um comunicado.

O gato-de-cabeça-chata é a menor espécie de felino selvagem do Sudeste Asiático, pesando cerca de 2 kg, menos que um gato doméstico típico. Possui um corpo curto e tubular, pernas finas e uma cauda curta.

Dedos palmados o ajudam a se locomover em ambientes úmidos, incluindo florestas de turfa, pântanos, lagos, riachos e matas ciliares, onde acredita-se que cace peixes e outras presas aquáticas.
Seu pequeno porte, comportamento noturno e preferência por habitats densos e alagados tornam sua observação excepcionalmente difícil, e os cientistas sabem relativamente pouco sobre seu comportamento e ecologia.
A Panthera e seus parceiros estão utilizando os novos dados como parte das avaliações atualizadas das Listas Vermelha e Verde da IUCN para a espécie, que devem ser publicadas no início de 2026.
Os pesquisadores afirmam que a confirmação de uma população reprodutora reforça a importância da proteção contínua dos habitats remanescentes de zonas úmidas e florestas de planície na Tailândia.
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