![]() | Roubos e furtos de celulares são uma epidemia no Brasil, principalmente nas grandes cidades. Em 2024, o país registrou quase 375 mil roubos e mais de 476 mil furtos de telefones móveis. Somente na cidade de São Paulo, 500 celulares são roubados todos os dias, uma média de um crime desse tipo a cada 3 minutos. Mas como e por que os aparelhos estão indo parar do outro lado do mundo? A verdade é que celulares roubados no Brasil são traficados para a China por meio de sofisticadas redes criminosas internacionais que se aproveitam de rotas de contrabando já existentes. |

O principal destino é a cidade de Shenzhen, a metrópole que liga Hong Kong ao continente chinês que é um centro global de fabricação de eletrônicos e do mercado negro de dispositivos e peças.
Após serem roubados no Brasil, frequentemente em grandes cidades como São Paulo, os celulares são recolhidos por gangues locais e entregues a intermediários dentro de organizações criminosas internacionais. Eles podem ser escondidos em imóveis no centro da cidade antes de serem preparados para exportação.
Os dispositivos, que são pequenos e valiosos, são agrupados em caixas, embalados em bagagens ou colocados em contêineres para serem transportados por via aérea e marítima para a China.
Um fator crítico é que o bloqueio da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) no número IMEI de um telefone não é efetivo em outros países, permitindo que os aparelhos sejam ativados e usados no exterior.
Os telefones acabam em um enorme mercado negro de eletrônicos em Shenzhen, particularmente em um prédio de vários andares na rua comercial de eletrônicos Huaqiangbei, conhecido como o "prédio dos iPhones roubados".
A China é o centro de fabricação desses dispositivos, o que significa que existe uma infraestrutura enorme para reparo e recondicionamento, além de uma alta demanda por peças genuínas.
Celulares roubados podem ser vendidos com um lucro significativo na China, alcançando preços elevados em comparação com o que os ladrões de rua recebem.
Mesmo que recursos de segurança como o Bloqueio de Ativação impeçam que um telefone seja totalmente redefinido e revendido como um dispositivo completo, ele pode ser desmontado para aproveitar seus componentes (telas, câmeras, baterias etc.), que são então usados para consertar outros telefones ou construir novos. Isso torna até mesmo telefones "bloqueados" valiosos no mercado negro.
Existe uma percepção de que a aplicação das leis relativas a bens roubados nesses mercados negros específicos é frouxa, o que permite que o comércio prospere.
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