![]() | Se tem algo que eu odeio "di-cum-força" na internet é a total desgraça do Pinterest, que simplesmente arruinou a forma como o internauta visualiza fotos on-line, devido a uma avalanche de conteúdo gerado por IA, anúncios excessivos, necessidade de login e uma terrível experiência do usuário ao tentar encontrar fontes originais. Só para que se tenha uma ideia, grande parte das fotos do MDig estão listadas neste lixo (com textos e tudo o mais), mas o retorno para o MDig é praticamente nulo. |

Explicando de outra forma: esta plataforma de merda rouba nosso conteúdo ma maior cara dura e não é tudo. É uma empresa despudorada que não obedece as diretrizes de bloqueio para que não rastreie ou indexe o nosso conteúdo.
Explicando: há um arquivo chamado robot.txt onde você indica que não quer determinada plataforma bisbilhotando seu site.
- "Pinterest não quero você aqui!" E o crawler simplesmente reponde: - "Foda-se, vou rastrear mesmo assim!"
Ao acessar imagens do Pinterest por meio de mecanismos de busca, os usuários frequentemente se deparam com janelas pop-up ou telas de login, o que dificulta a visualização rápida e fácil da imagem desejada.
Ademais, clicar em uma imagem muitas vezes leva os usuários a uma jornada frustrante por um labirinto de fóruns compartilhados ou sites de spam, em vez de direcioná-los ao criador original ou ao material de origem.
Parece que tanto o Google quanto o Bing perceberam isso e praticamente eliminaram o Pinterest de seus resultados. Aleluia!
Mas se por um lado o Pinterest esteja indo para a lata de lixo da história, temos mais um problema tão ruim quanto: os reels, os vídeos verticais de curta duração,que não agregam nada.
Tudo começou em 2018 com a "rolagem infinita", criticada hoje até mesmo por seu criador Aza Raskin, que se arrependeu de sua criação.
- "Estamos colocando toda a humanidade no maior experimento psicológico já feito", disse Aza em entrevista.
A "timeline infinita", a forma de navegar onde de forma automática deslizamos a tela para ver mais conteúdo, é hoje um dos mecanismos mais poderosos das plataformas digitais. Ele molda a forma como navegamos e pensamos. Ele tornou o mouse com rodinha um dispositivo obrigatório.
O scroll infinito foi criado para proporcionar uma melhor experiência ao usuário, mas ironicamente acabou se tornando um pesadelo por ser altamente viciante.
Você termina um episódio na Netflix e o próximo começa imediatamente. Você assiste a um vídeo nas redes sociais e o próximo aparece antes que você possa sair. A maioria das plataformas de vídeo adotou a "porcaria" do reels.
Com um pequeno gesto do mouse você salta de um vídeo ao outro e a maioria destes vídeos curtos não acrescentam nada. Gostosonas desfilando, piadas de quinta série, coreanas insossas com passinhos marcados, dancinhas bobas, desafios estúpidos, provocações ideológicas desnecessárias, notícias incompletas, virais sem contexto, etc.
A "rolagem infinita" está aqui para bloquear qualquer pequena chance de pensar conscientemente se alguém ainda deseja consumir qualquer conteúdo.
Você começa a assistir um vídeo de uma gatinho ou animal fofo e, de repente, duas horas depois se pega vendo um extrato do Animal Planet explicando porque cabras cagam bolinhas.
Todo este despropósito começou com o sucesso inesperado do Tiktok e logo Instagram, Facebook e até o Youtube estavam imitando e arruinando por completo a experiência nos hábitos de consumo de conteúdo.
As plataformas digitais argumentam que a mudança foi necessária porque os hábitos dos internautas mudaram, quando na verdade essa é uma forma de manter o usuário entretido durante mais tempo, assistindo porcaria e consumindo mais publicidade.
Plataformas como o Instagram e o Facebook alteraram drasticamente seus algoritmos para favorecer os reels, muitas vezes exibindo-os nos feeds dos usuários mesmo quando estes desejam ver principalmente fotos, vídeos mais longos ou conteúdo de pessoas que seguem. Essa mudança não solicitada na experiência do usuário pode ser frustrante e a exibição compulsiva dos reels é simplesmente irritante.
Os vídeos curtos sem propósito mantêm sobretudo os jovens no aplicativo por mais tempo, que é exatamente o que o Instagram quer. O Facebook disse que a plataforma está se adaptando ao comportamento do usuário; mas isso é um mentira deslavada: está simplesmente impondo algo goela abaixo que ninguém pediu.
A natureza de rolagem rápida e infinita dos vídeos curtos é frequentemente criticada por contribuir para períodos de atenção mais curtos e incentivar o consumo desatento em vez da visualização atenta de conteúdo mais substancial.
Muitos reels apresentam sons populares, piadas recicladas e formatos semelhantes, levando a uma sensação de conteúdo repetitivo e não original que carece de profundidade ou criatividade genuína em comparação com vídeos mais produzidos ou de formato mais longo.
Com efeito, a integração de reels sugeridos em um feed personalizado interrompe o fluxo e o propósito original de muitas plataformas, como manter contato com amigos e familiares, priorizando conteúdo viral ruim determinado algoritmicamente.
O foco em vídeos de curta duração geralmente traz um aumento de anúncios adaptados a esse formato, interrompendo ainda mais a experiência de visualização e fazendo com que a plataforma pareça mais comercial do que orientada para a comunidade
Para os usuários que preferem conteúdo mais longo e com maior narrativa e contexto, ou que simplesmente desejam mais controle sobre o que aparece em seu feed, a onipresença dos vídeos curtos impactou negativamente sua experiência com vídeos on-line.
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