![]() | No final da Segunda Guerra Mundial, Walt Disney achava que sua empresa de animação estava à beira da falência, então buscava algo diferente. Um parque de diversões? Tudo bem, mas tinha que ser melhor do que os outros parques da época. O design da Disneylândia era um conceito totalmente novo, com arquitetura criada para imergir os visitantes em um mundo de fantasia. E as pessoas teriam que pagar para entrar, o que era inédito na época. Ainda que o primeiro passe na inauguração tenha custado apenas 1 dólar ninguém, gosta de pagar o que geralmente é gratuito. |

A história da Disneylândia, na Flórida, é impressionante, já que é muito maior e tem muito mais atrações, mas construir aquele primeiro parque em 1954 foi um risco ainda maior. Walt investiu sua fortuna pessoal e contraiu empréstimos de 17 milhões de dólares.
O parque foi construído em apenas um ano! Mas ninguém sabia se o público gostaria. Bem, agora sabemos, mas foi uma experiência de tirar o fôlego para Walt Disney. Uma pena que não seja mais possível entrar pagando apenas um dólar.
O preço de uma entrada hoje nos sábados, domingos e feriados varia de R$ 800 a R$ 2.500 em função das atrações escolhidas. E isso não é tudo. Os produtos e alimentos dos parques da Disney tem preços elevadíssimos devido ao monopólio de itens temáticos, à alta demanda e a uma estratégia para maximizar a receita, frequentemente apresentando itens exclusivos dos parques.
Um pobre picolé de chocolate com o formato do Mickey custa mais de 40 reais. Itens comuns como camisetas e mochilas, em torno de 500 reais, refletem esse preço elevado. Para economizar, os visitantes costumam comprar produtos da Disney em lojinhas próximas a Orlando.
A comida tão pouco é barata, comparável ao "roubo" praticado pela rede Graal nas estradas brasileiras. Os preços dos alimentos dentro dos parques da Disney são elevados devido ao efeito de "público cativo", em que os clientes pagam pela conveniência e pelo ambiente, e não apenas pela refeição, com os itens frequentemente apresentando aumentos significativos.
Por isso muito frequentadores levam sua própria comida e bebidas não alcoólicas para os parques para consumo próprio. Alimentos não podem estar em embalagens de vidro e não devem precisar de aquecimento ou refrigeração, mas bolsas térmicas pequenas são permitidas. Bebidas alcoólicas e odores fortes são proibidos.
A Disney começou como uma experiência acessível para famílias. Mas os preços aumentaram tanto que famílias de classe média hoje se sentem excluídas, enquanto a Disney muda seu foco para viajantes de alto poder aquisitivo.
Além de oferecer mais experiências em seus parques, o que aumenta o custo dos ingressos, a Disney mudou a forma como cobra pelos ingressos, adotando uma precificação baseada na demanda que otimiza os lucros em detrimento dos visitantes.
Essa monetização agressiva pode ser mais importante do que nunca, já que os parques se tornaram a divisão mais lucrativa da Disney, enquanto a divisão de entretenimento apresentou dificuldades na última década.
A empresa enfrentou, de fato, um dos períodos financeiros e criativos mais críticos de sua história recente entre 2022 e 2025, com uma sequência de filmes com desempenho abaixo do esperado.
A empresa se envolveu em disputas políticas e culturais que geraram críticas sobre a direção criativa de seus conteúdos, resultando em uma queda na confiança do público tradicional. A Dysney aprendeu da pior forma de que "Quem lacra, não lucra!".
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