![]() | Pegue dois troncos de bananeira, amarre-os juntos, aponte-os para baixo e pule a bordo. Envolva seus amigos e transforme isso em uma competição. Você pode não associar a Ilha de Páscoa a esportes radicais, mas eles fazem parte da cultura da ilha há séculos, com alguns hiatos ocasionais. Sem dúvida, o ponto alto do festival anual Tapati Rapa Nui é a competição de Haka Pei. O festival também celebra a cultura Rapa Nui por meio de cantos, natação, demonstrações culinárias e inúmeros outros eventos. |

No entanto, poucos se comparam ao espetáculo de descer a toda velocidade a encosta de um vulcão extinto vestindo apenas uma tanga e pintura corporal.
As origens desse esporte remontam a um antigo ritual de passagem Rapa Nui, no qual os jovens testavam sua coragem ao enfrentar a ousada descida do Haka Pei. Completar o desafio provava que possuíam a bravura e a resiliência esperadas dos adultos, conferindo a alguns o status de matato'a (guerreiros de elite). Nessa tradição, o Haka Pei marcava a passagem da infância para a idade adulta.
Outro relato conta uma história diferente. Em vez de um ritual de passagem para a idade adulta, o Haka Pei pode ter sido uma forma de treinamento guerreiro, concebido para incutir destemor e preparar os lutadores para confrontos entre clãs rivais na ilha.
Será que a origem exata do esporte importa? Não para a enorme multidão reunida na base da colina, aguardando para ver como cada um dos cerca de vinte competidores se sairá. Quem chegará mais longe? Ou quem terá o azar de ser arremessado de seu frágil "trenó" no meio do caminho?
A expectativa é enorme, principalmente entre os competidores, e é ótimo ver como eles se parabenizam com tanto entusiasmo quando sua missão é concluída. A colina é coberta de grama, mas sob essa fina camada jaz tufo vulcânico capaz de fraturar ossos em caso de queda. E quedas acontecem.
Como você pode imaginar, os responsáveis pela segurança não estão entre os maiores fãs do Haka Pei. No entanto, tudo parece ser a maior diversão para jovens com mais coragem do que bom senso! Brincadeiras à parte, não consigo pensar em uma maneira melhor de manter viva uma cultura ancestral.
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