![]() | O Atlas Hidráulico não tinha cabeça principalmente porque era uma plataforma de pesquisa. Ele realizava muitos trabalhos acrobáticos e atléticos. Na verdade, ele só precisava enxergar diretamente à sua frente para identificar o terreno em que estava. De fato ele era mais uma impressionante propaganda ambulante sobre a capacidade tecnológica da Boston Dynamics. Em 2024 chegou o Atlas Elétrico com uma cabeça porque vai trabalhar perto de outras pessoas. E, portanto, é importante para ter uma melhor percepção do ambiente ao seu redor, um campo de visão mais amplo. |

Taylor Frey-Baker, engenheira mecânica da Boston Dynamics, também explicou como a cabeça modular facilita as atualizações, permitindo que a empresa acompanhe os avanços na tecnologia da computação.
Assim, a própria cabeça pode ser trocada e removida dos robôs com muita facilidade. E o núcleo de computação dentro da cabeça entra e sai como um cartucho de videogame.
- "A modularidade permite acompanhar o ritmo dos avanços na tecnologia da computação", explicou Taylor. - "Se surgir alguma nova tecnologia, não precisamos redesenhar o robô inteiro do zero."
O Atlas Hidráulico fez bem suas estripulias propagandistícas, dançando, dando cambalhotas ou fazendo parkour. Já o Atlas Elétrico é um produto comercial pronto, ainda que seu preço não esteja disponível (a fabricante não revela valores públicos), pois está focado no uso industrial em parceria com a Hyundai, com produção inicial voltada a clientes corporativos selecionados.
No entanto, especialistas estimam que ele deve custar entre R$ 670.000 e R$ 1.500.000 por unidade. O parâmetro de comparação vem do robô quadrúpede Spot da marca que custa em torno de R$ 390.000, e o Atlas é projetado para ser consideravelmente mais caro.
O Atlas percorreu um grande caminho, desde aqueles robô desajeitado que era judiado pelos engenheiros até chegar ao modelo de movimentos fluídos e elegantes, mas acho que cada vez vamos ouvir falar menos dele e explico o motivo na sequência.
Para efeitos comparativos, basta saber que o >robô G1 da Unitree, similar ao Atlas, custa apenas R$ 88.000 e os dois modelos Go 2 Air (Pro e EDU), similares ao Spot, custam aqui no Brasil R$ 35.000 e R$ 75.000, respectivamente, já com impostos e frete nacional inclusos.
A Boston Dynamics demorou anos para revelar os preços de alguns de seus robôs, de fato, no início, o Spot era só alugado para pessoas que deviam concordar com uma carteia messiânica sobre seu uso. Já
a startup chinesa não brinca em serviço e lança seus robôs com preço definido para o mundo todo.
O abismo de preços entre os robôs da Unitree e da concorrente norte-americana Boston Dynamics ilustra perfeitamente como a força industrial e a cadeia de suprimentos da China impulsionam o setor.
A China produz localmente a maioria dos componentes essenciais — como motores de alto torque, sensores e baterias, o que reduz drasticamente o custo de fabricação.
Ademais, empresas chinesas priorizam a comercialização rápida e a fabricação em massa para laboratórios, universidades e o mercado de consumo, enviando um volume muito maior de unidades para o mercado global em comparação aos concorrentes ocidentais.
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