![]() | O sonho de viajar para outros planetas sempre esteve presente na mente humana, especialmente desde que enviamos homens à Lua há 57 anos. Agora estamos voltando à Lua e, como conseguimos enviar robôs a Marte, pensamos em segui-los. Não será fácil, mas a Lua também não foi fácil até conseguirmos. Por que não sonhar ainda mais alto, como visitar os exoplanetas sobre os quais aprendemos? Eu acho muito difícil isso acontecer. As sondas Voyager só agora estão chegando à borda do sistema solar, e já estão viajando há 49 anos! |

Bem, e se aprendêssemos a ir mais rápido? Poderíamos, mas mesmo assim, há tantos outros problemas de física, como a conhecemos, a serem resolvidos que provavelmente não acontecerá.
Há alguns robôs em Marte, e Elon Musk acha que nas próximas décadas o homem calcará o Planeta Vermelho. Duvideodó! Os humanos já chegaram na lua, mas simplesmente ainda não sabem ao certo nem como erigir uma colônia lá, quanto mais em Marte.
Qualquer ida para fora de nossa atmosfera é altamente perigosa, mesmo com todos os avanços na área de propulsão de foguetes, além da logística ser extremamente complexa. A começar pela distância entre os dois planetas.
Nas melhores condições de aproximação dos dois planetas e com as tecnologias de foguetes atuais, ir a Marte levaria aproximadamente 7 meses inteiros, tempo em que os astronautas ficariam confinados na espaçonave flutuando pelo espaço, deixando o planeta azul para trás.
No entanto, deixar o sistema solar com corpos humanos esbarra em barreiras físicas imensas, embora alguns físicos teóricos acreditem que não seja uma impossibilidade definitiva.
O espaço entre as estrelas é imenso. A estrela mais próxima da Terra, Proxima Centauri, fica a mais de 4 anos-luz de distância. Com a tecnologia atual de foguetes, levaria dezenas de milhares de anos para chegar lá.
Nada pode viajar mais rápido que a luz. Sem a invenção de conceitos teóricos de propulsão avançada, como dobras espaciais ou fusão nuclear ultraeficiente, a viagem humana exigiria gerações inteiras dentro de uma mesma nave
O corpo humano sofre com a falta de gravidade, radiação cósmica pesada e o isolamento extremo. Manter uma tripulação viva por séculos no vácuo exige ecossistemas artificiais totalmente fechados e autossustentáveis.
A humanidade levou apenas 66 anos entre o primeiro voo do avião e a chegada à Lua. A tecnologia atual é primitiva perto do que nossa civilização poderá (ou não) criar em milênios.
O desenvolvimento da energia de fusão nuclear ou de velas solares aceleradas por laser pode empurrar naves a frações significativas da velocidade da luz, mas tudo isso continua dentro do conceito teórico e inclusive hipotético.
Fala-se muito sobre a necessidade de encontrar um novo lar estelar para sobreviver, mas isso tem mais de romantização e ficção do que de realidade. Sobreviver a quê? A nós mesmos?
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