
Asgabate, a capital do Turcomenistão que só permite carros brancos em suas ruas.
É algo equivalente a adicionar o sufixo "lândia", que vem de "land" (terra), nas línguas anglo-saxônicas ou "polis", "cidade, em grego, ao final de nomes.
Petrópolis é a cidade de Dom Pedro II. Teresópolis, a da Imperatriz Teresa Cristina. Florianópolis é a cidade do Marechal Floriano Peixoto. O nome da capital de Santa Catarina mudou de Desterro para Florianópolis em 1894 em homenagem a ele, após a violenta repressão à Revolta Federalista.
Suazilândia é a terra dos suázis – mas, recentemente, o país mudou de nome para Essuatíni, que significa justamente "terra dos suázis" na língua local.
A forma "istão" deriva de uma antiga raiz linguística indo-europeia. Esse sufixo carregava a ideia de "parar" ou e deu origem, por exemplo, aos verbos "estar", em latim, e "stand, em inglês.
Sendo assim, na raiz etimológica do sufixo, a gente pode traduzir os nomes desses países, ao pé da letra, como "onde estão os afegãos", "onde estão os cazaques", "onde estão os turcomenos" (não turcos) e assim por diante.
Turcos e turcomenos fazem parte de uma grande família de povos com línguas parecidas e origens na Ásia Central, os túrquicos. Os ancestrais da Turquia moderna viajaram para o oeste e se misturaram na região onde hoje é a Turquia. Os que ficaram na Ásia Central formaram o Turcomenistão.
A única exceção a essa regra é o caso do Paquistão, batizado cerca de 20 anos antes do território do país ser constituído, em 1947. Ele segue parcialmente a regra, mas com uma grande diferença: não é a "terra de um povo" com esse nome étnico original pré-existente.
O nome foi criado em 1933 pelo ativista e estudante Choudhary Rahmat Ali, antes da fundação do país. Ele formou uma sigla unindo as letras de províncias e regiões de maioria muçulmana no noroeste da Índia: Punjab, Afegânia (região de pashtun), Kashmir (Caxemira) e o final "istão".
Duplo sentido: em persa e urdu, a palavra "Pak significa "puro". Por causa disso, embora o nome seja uma junção de siglas regionais, ele também ganhou a tradução poética e oficial de "terra dos puros".
Note que os nomes de países islâmicos localizados no Oriente Médio e no norte da África não carregam o sufixo, já que ali a língua predominante é o árabe, que não possui raízes indo-europeias, pertencente a outro tronco, o semítico, compartilhado com o hebraico e o aramaico.
O prefixo mais usado no Brasil é "São" (ou "Santo") e o sufixo mais comum em termos de formação urbana moderna é "polis", enquanto elementos de origem indígena como "Ita" (pedra) lideram as raízes geográficas. Cerca de 10% dos municípios brasileiros utilizam nomes de santos no início da nomenclatura.
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