![]() | Durante a exploração de habitats de águas profundas nos Estados Federados da Micronésia, um ROV lançado do E/V Nautilus capturou imagens raras de dois exemplares de peixe-diabo-de-Chaunacops, também conhecido como peixe-caixão. Esses peixes são conhecidos por sua distinta cor vermelha brilhante, corpos arredondados e expressões faciais carrancudas. Assim como outros peixes do mesmo gênero, esses coloridos tamboris usam seu característico apêndice (esca), que se apresenta como pequenos pontos brancos no meio da testa, para atrair presas nas profundezas escuras. |

Eles também possuem nadadeiras pélvicas modificadas que os ajudam a se locomover no fundo do oceano.
- "Ambos os encontros nos deram a oportunidade de observar as nadadeiras pélvicas modificadas nas quais esses peixes-diabo se empoleiram para atrair pacientemente suas presas no fundo do mar", disse o pessoal do E/V Nautilus.
Assim como o baiacu, o Chaunacops tem a capacidade de inflar seu corpo em uma grande bola, e acredita-se que isso sirva para afastar predadores.
Esses peixes às vezes são descritos como tendo iscas bioluminescentes, no entanto, não há evidências que comprovem isso.
Há um senso comum entre os ictiólogos que os peixes-diabo usam o odor para atrair presas em direção às escas. No entanto, a biologia desses peixes de águas profundas permanece em grande parte desconhecida e quase tudo sobre eles é baseado em hipóteses levantadas após breves observações como essa.
A empolgação da garota que narra o encontro chega a ser contagiante e é fácil entender o motivo: as observações de peixes raros de águas profundas por meio de ROVs (Veículos Operados Remotamente) são fundamentais por permitir o registro de animais vivos em seu habitat natural sem destruí-lo, revelando comportamentos reais, dados de distribuição geográfica e espécies inéditas que redes de pesca tradicionais costumam destruir ou não conseguem capturar intactos.
Este vídeo combina dois avistamentos no estado de Chuuk. O primeiro foi encontrado nas encostas do Monte Submarino 2, a 1.125 metros de profundidade, que é invulgarmente rasa para ele, já que esses peixes bentônicos vivem em profundidades de pelo menos 2.460 metros.
O segundo foi observado no Monte Submarino 3, a 2.706 metros de profundidade. Ambos os encontros deram a oportunidade de observar as nadadeiras pélvicas modificadas que esses peixes-diabo utilizam para atrair pacientemente suas presas no fundo do mar.
Ainda que possamos apreciar apenas alguns segundos desses encontros, na realidade, os ROVs costumam acompanhá-los até o limite de uso de suas baterias, Essas gravações estendidas são as que mais tarde, mediante análises de biólogos, vão nos contar um pouco mais da vida deste peixes raros.
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