![]() | As corridas de revezamento 4x400 metros frequentemente apresentam recuperações surpreendentes e dramáticas, pois combinam estresse fisiológico extremo com recuperação de alta intensidade e curta duração, permitindo que os corredores ultrapassem seus limites físicos. Essas reviravoltas são impulsionadas por uma combinação de adrenalina intensa, recuperação metabólica eficiente e a mudança mental que ocorre durante o formato de revezamento. Não é uma prova clássica do atletismo e verdadeiramente nunca chamou muito a atenção, até que o mundo perplexo viu a performance de uma holandesa. |

Os principais motivos para essas recuperações incluem sempre um bom preparo físico. Por exemplo, corredores de elite conseguem metabolizar o ácido lático rapidamente entre esforços de alta intensidade, o que lhes permite recuperar-se com rapidez.
A maioria das pessoas com acesso de acidose lática rogaria por uma ambulância.
A alta intensidade da prova de 400 metros desencadeia uma liberação significativa de adrenalina, o que permite aos corredores continuarem a ter um bom desempenho apesar dos altos níveis de fadiga.
A capacidade de "virar a chave" do esforço físico intenso para o relaxamento mental durante o breve intervalo (por exemplo, enquanto se espera o bastão) é crucial.
Os 400 metros são essencialmente uma prova de velocidade que exige controle de ritmo; se a primeira metade for percorrida muito rápido, o corredor pode atingir o seu limite de "reserva de velocidade", mas uma corrida com ritmo adequado permite uma chegada forte.
No atletismo existe um fenômeno chamado "segundo fôlego": a dor intensa sentida na reta final pode ser superada pelo foco mental, permitindo um aumento de velocidade mesmo quando o corpo está extremamente fatigado.
A combinação desses fatores torna as corridas de revezamento 4x400 metros altamente imprevisíveis e dramáticas, já que as equipes podem recuperar grandes desvantagens na última etapa. E é aqui que entra Femke Bol, que de repete fez todo mundo olhar para o revezamento de forma diferente.
Ela hoje é considerada um talento espetacular e geracional no atletismo devido à sua versatilidade inigualável nas provas de 400 metros, à sua velocidade recordista nos 400 metros com barreiras e às suas extraordinárias performances sob alta pressão nas provas de revezamento.
Bicampeã mundial e europeia dos 400 metros com barreiras, ela se consolidou como um ícone do atletismo moderno por meio de seu domínio consistente e, mais recentemente, por sua ousada (e arriscada) decisão de migrar para os 800 metros no início da temporada de 2026.
A rainha dos 400 metros com barreiras é a segunda mulher mais rápida da história na prova, atrás apenas de Sydney McLaughlin-Levrone, e dominou consistentemente a Liga Diamond, garantindo 30 vitórias consecutivas até o final de 2025.
Ela detém o recorde mundial indoor dos 400 metros (49,17 segundos), comprovando sua capacidade de se destacar tanto em provas planas quanto em provas com barreiras.
Em 2022, ela se tornou a primeira mulher a conquistar o ouro nos 400 metros rasos, 400 metros com barreiras e no revezamento 4x400 metros em um único Campeonato Europeu.
Femke é famosa por suas incríveis arrancadas na última perna dos revezamentos 4x400 metros. Nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, ela correu a última perna em impressionantes 47,93 segundos, levando a Holanda da terceira para a primeira posição no revezamento misto 4x400 metros.
A narração emocionante dessa virada histórica foi feita pelo narrador Everaldo Marques com comentários de Mariana Spinelli e outros, no SporTV.
Há vídeos com qualidade melhor, mas foi exatamente este extrato de vídeo, supostamente visto no Facebook mais de 80 milhões de vezes, que apresentou Femke ao Brasil.
A corrida, na qual Bol saiu da quarta posição para o ouro nos metros finais, tornou-se um dos momentos mais marcantes do atletismo em Paris 2024.
Depois de cair de cara no chão, pouco antes da linha de chegada no Campeonato Mundial de 2023 em Budapeste, ela retornou com imensa força, uma marca registrada de sua resiliência e resistência mental.
Ela tem consistentemente quebrado recordes europeus e alcançado tempos de liderança mundial nos 400 metros com barreiras, frequentemente correndo abaixo de 52 segundos. Para tanto Femke adaptou com sucesso seu padrão de passada para 14 passadas até a sétima barreira, e depois para 15 passadas, para maximizar a eficiência e manter a velocidade.
Após seu domínio nas provas de barreiras, Femke anunciou sua mudança para os 800 metros no final de 2025, uma mudança ousada, desafiadora e empolgante, planejada para testar sua resistência enquanto se prepara para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Conhecida por sua atitude de "quebrar recordes e sorrir para as câmeras", Femke se tornou uma das favoritas dos fãs por sua elegância sob pressão e suas reações humildes, emotivas e autênticas às suas próprias conquistas históricas.
Em resumo, a combinação de excelência técnica, competitividade implacável e capacidade de brilhar em momentos decisivos faz de Femke uma das atletas mais empolgantes do mundo.
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