![]() | Os langures não tem uma preferência específica por habitats, e vivem desde florestas tropicais e bosques decíduos até florestas himalaias de alta altitude (até 4.000 metros) e áreas urbanas, privilegiando locais com copas de árvores para se abrigarem. O langur-cinzento-das-planícies-do-norte (Semnopithecus entellus), por exemplo, é altamente adaptável, ocupando zonas áridas, florestas e paisagens dominadas por humanos, como templos e mercados urbanos. Com esta cauda longa seria correto avaliar que são arborícolas, mas não é bem assim. |

Quer dizer... todas as quatro são arborícolas (ou semi), mas passam 80% de seu tempo forrageando no solo para no fim do dia descansar ou dormir na segurança da copa superior da floresta. Eles suportam temperaturas extremas, desde o calor subtropical até os invernos frios do Himalaia.
Os langures estão abaixo da cadeia trófica de muitos animais e são predados por leopardos, tigres, cães-selvagens-asiáticos e águias. As mães defendem seus filhotes, muitas vezes arriscando a própria vida. E muitas vezes este predador é um langur macho.
Uma das principais razões para a extrema agressividade materna é a proteção dos filhotes contra machos não aparentados. Quando um novo macho assume o comando de um grupo, ele pode matar os filhotes existentes para tornar as fêmeas sexualmente receptivas novamente, o que frequentemente provoca forte resistência por parte das mães.
Em um vídeo impressionante da série "Parenthood: Jungles, da PBS, uma mãe Langur-de-François (Trachypithecus francoisi, fez uma escalada perigosa em uma encosta incrivelmente íngreme no sul da China para proteger seu filhote de machos rivais que desejavam lhes fazer mal.
Estes langures, que vivem em uma pequena região, espalhados nas montanhas cársticas de Guangxi, Guizhou e Yunnan, são considerados "vulneráveis" e estão entre os primatas mais raros da Terra.
O filhote do Langur-de-François nasce com a pelagem amarela-alaranjada brilhante, que escurece para preto ao longo de vários meses.
Segundo afirma um biólogo do Zoo de Saint Antonio, este é um processo evolutivo decorrido durante milhares de anos que facilita "alomaternidade", quando tias também ajudam a cuidar do filhote como se fosse seu.
Como vivem em grupos, a cor brilhante do filhote facilita o cuidado e monitoramento pelos adultos, mas também delata a sua posição facilmente dos machos infanticidas
Os bebês são extremamente dependentes de suas mães durante os primeiros meses de vida, período em que raramente se afastam mais do que alguns metros, o que gera intensa vigilância e instinto protetor.
As fêmeas frequentemente trabalham juntas para proteger os filhotes do grupo de ameaças externas. Nenhum macho é "macho" o bastante para enfrentar a sanha de uma mãe com "sangue nos olhos", disposta a matar ou morrer.
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