
O zoológico faz parte do complexo Zoos Victoria, que ajuda a promover o crescimento populacional de espécies ameaçadas de extinção.
Casos como o do antigo zoológico na Argentina, que expunha animais a contato direto e dopagem, HOJE são exceções condenadas por especialistas.
Os zoológicos modernos têm como pilares a conservação, a pesquisa e a educação ambiental, sendo fundamentais para salvar espécies ameaçadas de extinção e promover o bem-estar animal.
O leopardo-das-neves (Panthera uncia) está classificado como Vulnerável (VU) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da (IUCN).
Essa categoria indica que a espécie enfrenta um alto risco de extinção na natureza, principalmente devido a fatores como: Perda e degradação de habitat, Caça ilegal e comércio de partes do corpo, Mudanças climáticas afetando os ecossistemas montanhosos.
Os leopardos-das-neves estão distribuídos esparsa e descontinuamente pelas montanhas da Ásia Central, com uma população de tamanho desconhecido. Habitam zonas alpinas e subalpinas, sendo encontrados em áreas de 3000 a 4500 metros acima do nível do mar. Durante o verão, podem ser encontrados em altitudes superiores a 5000 metros.
São encontrados do leste do Afeganistão e nos Himalaias até o sul da Sibéria, Mongólia e oeste da China. Em lugares mais setentrionais, também vivem em elevações menores.
Pouco se sabe a respeito desse animal, que é arredio e solitário, sendo raramente visto por seres humanos. Em razão disso, os nativos da região chamam-no de "gato-fantasma". Casos de ataques a humanos são quase desconhecidos, por se tratar de uma espécie muito esquiva.
Os quatro filhotes, batizados de Maya, Kira, Lumi e Sabu, desempenham um papel vital na preservação da espécie. Como são os únicos filhotes de leopardo-das-neves na Austrália, eles ajudam a manter uma população de segurança geneticamente saudável e são uma poderosa ferramenta para a educação e conscientização do público sobre os graves riscos que ameaçam a espécie.
Os nascimentos integram um programa de reprodução monitorada global e os quatro filhotes atraem grande atenção para campanhas de conservação.
Nenhum zoológico brasileiro abriga leopardos-das-neves. Como esses grandes felinos são originários de regiões montanhosas e de clima muito frio na Ásia Central, mantê-los no Brasil exigiria custos altíssimos de climatização artificial, além da necessidade de autorizações internacionais rigorosas.
É por esses mesmo motivo que nenhum zoo brasileiro abriga animais do ártico. Com esta mesma premissa eu pergunto:
- "Não seria judiação criar malamutes, huskies, são-bernardos e outros cães nativos de temperaturas gélidas no Brasil?"
Criar essas raças no Brasil só é viável e saudável, no mínimo, se o tutor estiver disposto a investir pesado em conforto térmico e adaptação, caso contrário, o animal pode sofrer de hipertermia e estresse.
Lógico, cães são animais altamente adaptáveis. Um filhote de Husky, por exemplo, pode viver muito bem em locais tropicais, porém seu metabolismo vai operar em ritmo de maior cansaço comparado a cães nativos de clima quente.
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