![]() | Pessoalmente eu não sou um grande fã de futebol, sobretudo quando deixou de ser apenas um esporte e se consolidou como uma das maiores indústrias de entretenimento e negócios do mundo. Mas como tenho certeza de que muitos leitores do MDig devem amá-lo, publico este artigo mostrando o motivo da bola da Copa do Mundo 2026 ser chamada Trionda. Ela faz referência direta aos três países-sede do torneio (Estados Unidos, México e Canadá) e à famosa "ola" feita pelas torcidas. Ela é fabricada com painéis de poliuretano unidos por selagem térmica e possui um chip de dados interno que precisa ser recarregado na tomada. |

A confecção da bola é um processo de engenharia avançada que busca a máxima aerodinâmica e precisão. Diferente das bolas tradicionais compostas por dezenas de gomos costurados ou colados, a Trionda possui um design com apenas quatro painéis de poliuretano.
Suas partes não são costuradas à mão, mas unidas por calor e pressão (selagem térmica). Essa estrutura sem costuras reduz drasticamente a absorção de água e melhora a estabilidade de voo.
Ela possui camadas de reforço em poliéster e algodão, com uma câmara de ar de butil de alta qualidade que retém a pressão por muito tempo.
O grande diferencial da Trionda é o seu "coração eletrônico", focado em auxiliar a arbitragem em tempo real. Em um dos cantos internos, a bola abriga um sensor de movimento de alta precisão que atua em conjunto com acelerômetros, giroscópios e tecnologia de rastreamento com banda ultralarga.
Esse chip envia dados centenas de vezes por segundo para a cabine do VAR, ajudando a identificar com exatidão o momento de um toque na mão ou um lance de impedimento.
Por conter componentes eletrônicos complexos, a bola precisa ser carregada na tomada (via indução) antes das partidas. A sua bateria tem autonomia de cerca de 6 horas.
De qualquer forma, se você pretende ver algum jogo da seleção brasileira in loco é bom enfiar a mão bem no fundo do bolso, por que a própria imprensa americana está dizendo que os Estados Unidos tornaram a Copa do Mundo inacessível.
As críticas aos preços que excluem os torcedores locais e restringem os visitantes internacionais não são poucas. Reportagens citam custos de ingressos historicamente exorbitantes, preços dinâmicos agressivos e políticas de visto rígidas dos EUA, bem como problemas de transmissão não resolvidos em países densamente povoados.
O consenso generalizado na mídia americana destaca diversas barreiras estruturais e financeiras importantes que fazem com que o torneio pareça inacessível.
Os ingressos são amplamente considerados os mais caros da história da Copa do Mundo, com ingressos padrão para a fase de grupos custando centenas de dólares e ingressos para a final chegando a US$11 mil, mais de R$57 mil, o que motivou investigações de proteção ao consumidor pelos procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey. Só para se ter uma ideia, o ingresso mais caro para a final da Copa do Mundo de 2014, disputada no Maracanã, custou R$ 1.980, na Categoria 1.
Os rigorosos requisitos de imigração e as políticas de viagem do governo dos EUA criaram grandes barreiras para os torcedores internacionais, obrigando algumas federações a depositar altas cauções para a emissão de vistos para seus torcedores que viajam para os jogos.
Defensores dos direitos das pessoas com deficiência e organizações de torcedores se manifestaram sobre a falta de sorteios de ingressos separados e o custo proibitivo de assentos para acompanhantes que necessitam de cuidados.
Com a aproximação do torneio, as disputas da FIFA sobre os direitos de mídia deixaram bilhões de potenciais telespectadores em países como China e Índia diante da possibilidade de não poderem assistir às partidas pela televisão.
A situação chegou a um estado tão absurdo que o Guardian chegou a questionar - "...será que não é esse o momento da Europa boicotar a Copa?"
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