![]() | Os cofres do Banco da Inglaterra em Londres guardam mais de 400.000 barras de ouro, avaliadas em mais de £200 bilhões (mais de R$ 2 trilhões), com mais de 5.000 toneladas armazenadas no local. Não há estimativa oficial ou confiável disponível sobre quanto desse ouro foi "roubado" ou "saqueado", já que as reservas pertencem ao governo do Reino Unido, aos bancos centrais de outros países e a clientes comerciais, mas não seria exagerado pensar que grande parte foi roubado, já que a Inglaterra é considerada a nação que mais invadiu outros países na história. |

De fato o Império Britânico é historicamente reconhecido por ter saqueado, explorado recursos e pilhado bens culturais de um grande número de nações durante sua expansão colonial, que durou de 1583 a 1997.
Estima-se que a Grã-Bretanha tenha drenado cerca de $45 a $65 trilhões da Índia entre 1765 e 1938, resultando em pobreza extrema na Índia e financiando a industrialização britânica. A Companhia das Índias Orientais pilhou tesouros, ouro e pedras preciosas, incluindo o diamante Kohinoor.
Quando os britânicos chegaram à Índia, ela representava cerca de 23% do PIB mundial; quando saíram em 1947, essa participação caiu para apenas 4%.
Expedições punitivas, como a de 1897 contra o Reino de Benin (atual Nigéria), resultaram no roubo de milhares de bronzes e marfins magníficos, hoje presentes em museus britânicos.
A Grã-Bretanha realizou o que é chamado de "maior ato de pirataria biológica" ao roubar sementes de borracha do Brasil em 1876. Também tomaram o território do Pirara (19.000 km²) no século XIX.
Museus como o British Museum contêm milhares de artefatos de ex-colônias, incluindo objetos do Egito, Grécia e Mesopotâmia.
Embora alegações sobre apreensões históricas da era colonial ou bens "saqueados" sempre surjam no discurso político, o Banco da Inglaterra, lógico, não categoriza nem divulga os métodos históricos de aquisição do ouro armazenado em nome de clientes soberanos.
Ed Conway, editor de economia e dados da Sky News, teve acesso incrivelmente raro aos famosos cofres de ouro do banco. Esses cofres são os maiores da Europa e a segunda maior reserva de ouro do mundo.
Embora a equipe de filmagem de Ed tivesse permissão para entrar nos cofres, não lhes foi permitido filmar o trajeto que fizeram para chegar lá.
- "Então, nada de celulares e nada de dinheiro, porque também temos um depósito de notas aqui embaixo", disse Ed. - "Podemos filmar o processo de segurança ou precisamos instalar câmeras? Não, acho que não teremos câmeras. Acho que eles não vão gostar da ideia de câmeras. Bem, não posso dizer como chegamos aqui, porque isso não é permitido.
Ed também descobriu uma conexão interessante entre esses cofres e a Linha Central do metrô de Londres: segundo ele, a razão pela qual a linha central tem uma curva acentuada em sua plataforma é porque ela contorna o prédio do banco.
Em 2024, o ator Ildris Elba também visitou os cofres de ouro do Banco da Inglaterra para filmar cenas do documentário "Ouro: Uma Jornada com Idris Elba".
O filme explora a história, o significado cultural e o papel econômico do ouro, com destaque para a visita à reserva central do Reino Unido.
O documentário, apoiado pelo Conselho Mundial do Ouro, examina o metal precioso desde a mineração até seu papel na economia global.
O filme traça o impacto do ouro em locais como Gana, África do Sul, Canadá e Londres.
Idris Elba empreende uma jornada pelo espaço e tempo para entender mais sobre um dos metais mais preciosos do mundo, o ouro, e como sua natureza resplandecente impacta a história da humanidade.
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