![]() | Os turistas em Roma agora precisam pagar uma taxa de R$ 10 para acessar a Fontana di Trevi e tirar fotos de perto, de acordo com um novo sistema que visa controlar as multidões. A política significa que os visitantes ainda podem ver a fonte gratuitamente à distância, mas quem quiser se aproximar do monumento e tirar fotos de perto precisa comprar um ingresso de 2 euros (R$ 12,19). A regra foi introduzida pelo prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, e se aplica em horários específicos: das 11h30 às 22h nos dias de semana e das 9h às 22h nos fins de semana. |

Visitantes não residentes agora precisam pagar para ter acesso mais próximo, enquanto os moradores de Roma e da região metropolitana continuam isentos.
Gualtieri afirma que a medida visa aliviar o congestionamento em um dos pontos turísticos mais movimentados da cidade, principalmente na pequena praça onde os turistas costumam se aglomerar para tirar fotos. Mais de 10 milhões de pessoas visitaram a Fontana di Trevi somente em 2025.
O sistema de acesso controlado, que entrou em vigor em 1º de fevereiro de 2026, restringe a entrada na área da bacia inferior da Fontana di Trevi, onde os visitantes costumam se reunir para tirar fotos.
Desde o seu lançamento no mês passado, 229.896 pessoas entraram na área, segundo um comunicado da prefeitura. Dessas, 217.597 pagaram a taxa. Autoridades romanas afirmam que os ingressos geraram R$ 2.700.000 no primeiro mês. A receita será usada para a manutenção e preservação do local e para apoiar o acesso gratuito aos museus municipais para os moradores de Roma.
A Fontana di Trevi, projetada pelo arquiteto do século XVIII Nicola Salvi, continua sendo visível gratuitamente dos mirantes ao redor, mas a possibilidade de ficar na borda e tirar fotos detalhadas agora é restrita a quem possui ingresso.
Segundo uma reportagem da CNN, a Fontana di Trevi tornou-se um ponto central do turismo excessivo em Roma. A praça fica frequentemente lotada, especialmente durante a alta temporada, com visitantes formando filas para chegar à beira da fonte e tirar fotos.Em 2025, o número diário de visitantes chegou a atingir picos de cerca de 70.000 durante os períodos de maior movimento.
As autoridades estimam que a nova taxa poderá gerar entre 39 e 120 milhões de reais anualmente. A medida surge após uma pesquisa da UNESCO revelar que monumentos históricos correm o risco de serem destruídos como resultado do "turismo de selfies".
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