![]() | Se nenhum maluco celerado começar a jogar bombas no mundo, de acordo com as projeções demográficas oficiais das Nações Unidas, a população mundial deverá alcançar a marca de 9 bilhões de pessoas no ano de 2037. A estimativa é que o planeta atinja 10 bilhões de habitantes por volta do ano de 2060. Mas em 2023, o Museu Americano de História Natural lançou um vídeo incorporando informações atualizadas sobre o número de seres humanos que o planeta Terra recém alcançara no ano anterior: oito bilhões de habitantes. |

Mas o interessante aqui não é tanto o número atual da população global, mas sim como chegamos a ele. Essa história emerge por meio de uma visualização animada que condensa um período de 300.000 anos, com todas as suas migrações, seus impérios em ascensão e declínio, suas principais rotas comerciais, seus desenvolvimentos tecnológicos, suas pestes e suas guerras, em cerca de quatro minutos e meio.
- "Os humanos modernos evoluíram na África há cerca de 300 mil anos", diz o texto explicativo do vídeo. - "Há cerca de 100 mil anos, começamos a migrar pelo globo, um processo que não mostra sinais de parar aqui no século XXI.""
O mesmo não se pode dizer da forma como nossa população aumentou nos últimos séculos, pelo menos de acordo com a projeção de que a população global atingirá o pico neste século, em torno de dez bilhões, devido à queda nas taxas médias de fertilidade em quase todos os países.
Para alguns, isso não é de todo indesejável, visto que à medida que nossa população cresce, também cresce nosso consumo dos recursos da Terra.
Já faz algum tempo que o mundo desenvolvido não sente um medo generalizado de superpopulação, que tinha um poder semelhante ao das mudanças climáticas, capaz de inspirar visões apocalípticas na década de 1970.
Hoje em dia, é mais provável que ouçamos alertas sobre um iminente colapso populacional global, com países de baixa taxa de natalidade, como o Japão, sendo citados como exemplos demográficos de advertência.
De outra perspectiva, os padrões de expansão da humanidade até agora também podem ser usados para ilustrar os apelos à exploração e colonização de outros planetas, principalmente para garantir à nossa espécie um caminho para a sobrevivência caso algo dê muito errado aqui na Terra.
Independentemente de como o gráfico populacional se altere no futuro, podemos ter certeza de que sempre nos consideraremos vivendo em um momento decisivo.
Neste outro infográfico animado é interessante notar que em 10.000 a.C., a área onde está hoje localizada o Brasil tinha 500 mil habitantes. Se levarmos em conta que, em 1500, estimava-se uma população de 5 milhões de indígenas, a "descoberta" dos portugueses causou um genocídio de 95% dos povos nativos, causado por guerras, escravidão e doenças trazidas pelos europeus.
Na mesma época, com base estatística, a Nat Geo chegou a conclusão que a pessoa mais típica do mundo é um chinês da etnia Han com 28 anos. Os homens superam as mulheres em número, mas por uma margem pequena.
Ele é destro, ganha menos de R$ 5.000 por ano, tem um celular, mas não tem conta bancária. Menos de 25% tem.
A pessoa mais típica do mundo não será por muito tempo. Em 2030, essa pessoa virá da Índia. E o termo "típico" é sempre relativo.
O homem típico no Brasil é pardo, tem 35 nos, mede cerca de 1,73 m de altura, pesa aproximadamente 78,5 kg e possui uma expectativa de vida de 73,3 anos. Ele é "juntado", tem 1 filho e ganha em torno de R$ 3.700.
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