![]() | O luge é considerado um dos esportes olímpicos de inverno mais perigosos porque os atletas deslizam em pistas de concreto geladas, com os pés à frente, a velocidades superiores a 140 km/h, praticamente sem nenhuma proteção física. Apesar da pista ser construída para manter o atleta no trajeto, a falta de freios, o controle corporal mínimo do luge, a velocidade e altas forças G (até 5G) podem catapultá-lo pra fora da pista, resultando em acidentes feios, como o traumatismo craniano crônico conhecido como "cabeça de trenó". |

Os atletas, muitas vezes deitados de costas em posição supina, atingem velocidades de até 145 km/h sem qualquer mecanismo de frenagem, confiando unicamente em movimentos sutis e de alta precisão da parte superior do corpo para direcionar o veículo.
No vídeo abaixo vemos como o campeão olímpico italiano de luge, Leon Felderer, desce a pista em Lillehammer, na Noruega, a velocidades de até 138 km/h, com nada entre ele e a pista além de um macacão de spandex, um trenó e uma reza forte.
- E olha que eu nem sou religioso", brincou ele.
Além das quedas imediatas, os atletas sofrem de "cabeça de trenó", uma condição causada por vibração constante e altas forças G, resultando em microconcussões que podem causar tontura, náusea e danos cognitivos a longo prazo.
Este vídeo explica os perigos da "cabeça de trenó" e os riscos para os praticantes de luge.
Os atletas enfrentam forças de até 5 vezes o seu peso corporal nas curvas, o que pode causar graves tensões no pescoço e afetar a sua capacidade de ver ou reagir.
Por isso, o esporte é cronometrado ao milésimo de segundo, o que significa que um único erro, por menor que seja, ou um movimento brusco, pode fazer com que o trenó perca o controle ou capote, levando a acidentes com risco de vida.
- "Sempre na minha hora de competir, digo ao colega do lado: 'Vou ali me matar e já volto'", ri de novo Leon.
O alemão Felix Loch se sagrou campeão do luge nos jogos olímpicos de Vancouver em 2010, mas um ano antes, o maluco alcançou o recorde mundial de velocidade, 153,98 km/h, na pista de Whistler, Canadá, conhecida por ser uma das mais rápidas do mundo
Curiosamente, não existe um recorde mundial olímpico de luge porque as pistas variam muito. A Federação Internacional de Luge (FIL) geralmente foca nos recordes de pista de cada local, mas muitos apostam que este campeão é o conhecido "homem-de-gelo", o russo Roman Pilov.
A natureza perigosa do esporte é evidenciada pela morte do atleta georgiano de luge Nodar Kumaritashvili nos Jogos Olímpicos de 2010, que perdeu o controle e colidiu com uma viga de aço, enfatizando o caráter implacável da pista.
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