![]() | As mulheres podem governar o mundo, mas isso pode depender muito de em que parte do mundo elas vivem. As mulheres representam pouco menos de 50% da população mundial, de acordo com dados coletados pelas Nações Unidas e pelo Banco Mundial, mas esse percentual pode variar dependendo do país. Na Arábia Saudita, por exemplo, apenas 39,57% da população se identifica como feminina, enquanto na Rússia esse número chega a 53,63%. O Brasil tem cerca de 51,5% de mulheres e 48,5% de homens na sua população. |

Segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso significa que existem cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no país.
Os direitos das mulheres também podem variar de país para país, dependendo de diferentes fatores em cada um deles, sendo que alguns países são mais receptivos às mulheres em questões como justiça, segurança e inclusão. A seguir, apresentamos os melhores e piores países para as mulheres, com base em dados analisados pelo Instituto Georgetown para Mulheres, Paz e Segurança.
Os cinco melhores países para mulheres estão todos localizados no norte da Europa. A Dinamarca lidera a lista, seguida pelos países escandinavos e seus vizinhos. O relatório da Universidade de Georgetown constatou que todos esses países obtiveram pontuações altas em indicadores de inclusão, justiça e segurança para as mulheres.
As mulheres nos países com as melhores pontuações se beneficiaram de fatores como altos níveis de escolaridade, inclusão financeira, participação no mercado de trabalho, proteção legal e representação política. Nesses países, também foram observadas taxas relativamente baixas de violência contra a mulher.
Os países da América Latina tiveram um desempenho melhor do que em anos anteriores, com países como Costa Rica e Uruguai figurando entre os 25% melhores no ranking. No entanto, nenhum deles conseguiu entrar no top 10, deixando a lista dominada principalmente pela Europa.
Aqui estão os 10 países que ocupam as primeiras posições no ranking de bem-estar feminino:
- Dinamarca
- Islândia
- Noruega
- Suécia
- Finlândia
- Luxemburgo
- Bélgica
- Países Baixos
- Áustria
- Nova Zelândia
Os piores países para as mulheres tendem a ser aqueles com instabilidade política e conflitos armados, que podem afetar os direitos das mulheres. De fato, mais de 70% das mulheres residentes nos 12 piores países estão a cerca de 50 quilômetros ou menos de zonas de conflito armado. Esses tipos de conflitos significam que as mulheres têm maior probabilidade de serem expostas à violência de gênero, injustiça e ao aumento de problemas relacionados à saúde materna.
O Afeganistão lidera a lista da Universidade de Georgetown como o pior país para as mulheres, levando em consideração questões como justiça, segurança, estabilidade e inclusão. O país tem vivenciado conflitos armados nos últimos anos, lutas políticas e uma redução dos direitos das mulheres. Outros países com conflitos notáveis que figuram na lista dos 10 piores incluem Síria, Iêmen e Sudão.
Os piores países para as mulheres incluem:
- Afeganistão
- Iêmen
- República Centro-Africana
- Síria
- Sudão
- Haiti
- República Democrática do Congo
- Burundi
- Sudão do Sul
- Mianmar
Qual é a posição do Brasil no ranking?
O Brasil ocupa um vexaminoso 119º lugar entre 181 países, devido a pontuações baixas em indicadores de violência comunitária e política contra a mulher, baixa representatividade parlamentar feminina e desigualdades persistentes no mercado de trabalho e em encargos de cuidado.
E no Brasil, quais os melhores (e piores) estados para as mulheres?
Estudos sobre desigualdade de gênero e qualidade de vida e dados de segurança pública, apontam que os melhores estados para mulheres ficam no Sul e Sudeste, com destaque positivo para São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina. Em contrapartida, estados das regiões Norte e Nordeste, além do Espírito Santo, registram os maiores desafios em violência e disparidade.
Melhores estados
Distrito Federal: lidera rankings de igualdade de gênero e desenvolvimento humano entre as capitais.
São Paulo: Concentra municípios com excelente infraestrutura, saneamento e menores taxas relativas de disparidade de gênero.
Santa Catarina: apresenta altos índices de qualidade de vida, boas oportunidades igualitárias e cidades bem avaliadas no eixo sulista, como Joinville, Balneário Camboriú e Brusque.
Piores estados
Espírito Santo: frequentemente aparece no topo de taxas preocupantes de violência contra a mulher e feminicídios em proporção populacional.
Pará e Maranhão: apresentam baixos índices gerais de progresso social, saneamento e oportunidades igualitárias para mulheres.
Bahia e Roraima: registram altas taxas de mortes violentas e vulnerabilidade social em relatórios de segurança pública e de gênero.
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