![]() | Embora seja fácil esquecer em nossa era de viagens aéreas e comunicação global instantânea, muitas grandes cidades estão localizadas onde estão por causa de um rio. Isso se aplica a todos os lugares, desde o Tâmisa em Londres ao Cachoeira em Joinville, do Sumida em Tóquio ao Hudson em Nova York. E até mesmo o Tietê em São Paulo, apesar dele ter se transformado em um esgoto a céu aberto, que recebe diariamente cerca de 3 bilhões de litros de esgoto e dejetos industriais, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo. |

Mas nenhum curso d'água urbano foi tão romantizado por tanto tempo quanto o Sena, que corta o centro de Paris. E foi no meio do Sena, na agora apropriadamente chamada Île de la Cité, que Paris começou.
Paris não tomou forma num simples processo de crescimento horizontal. Como se pode ver na animação do vídeo, a cidade cresceu de forma diferente em cada era da sua existência: seja na época dos Parisii, a tribo que lhe deu o nome; no Império Romano, que construiu o emblemático Cardo Maximus (hoje conhecido como Rue Saint-Jacques) e o Decumanus Maximus, entre muitas outras obras de infraestrutura; na Idade Média, em meio à qual surgiu Notre-Dame de Paris; ou na época do Barão Haussmann, cujas renovações urbanas radicais devastaram grandes áreas da Paris medieval e as substituíram pelas amplas avenidas, pelos imponentes edifícios residenciais e pelos grandiosos monumentos reconhecidos mundialmente hoje em dia.
No vídeo em time-lapse 3D abaixo, você pode testemunhar a evolução de quase dois milênios e meio daquele pequeno assentamento até a capital que conhecemos hoje em apenas três minutos.
À primeira vista, o ambiente construído da Paris moderna pode parecer congelado no estilo Haussmann de meados do século XIX e, sem dúvida, é exatamente assim que seus inúmeros turistas desejam.
Mas, como mostra o vídeo, a Cidade Luz continuou mudando ao longo da era industrial e não parou na subsequente era da globalização. Mais crescimento e transformação ocorreram recentemente fora do centro de Paris, além do Boulevard Périphérique que a circunda, mas seria injusto com a história ignorar adições mais recentes e controversas como a Torre Montparnasse, o Centro Pompidou ou a Pirâmide do Louvre.
Quando foi construída na década de 1880, até mesmo a amada Torre Eiffel atraiu muita ira e desprezo.) E embora a venerável Notre-Dame esteja no centro desde o século XIV, a reconstrução completa que se seguiu ao incêndio de 2019 a tornou tão contemporânea do século XXI.
Localizada no meio do Sena por volta de 250 a.C. Com uma muralha e duas pontes de acesso, o assentamento cresceu e embora conquistado pelos romanos e ameaçado por diversos povos, incluindo Átila, o Huno, transformou-se na cidade do romance e da revolução.
Se os drones existissem na idade média poderia gravar este fascinante sobrevoo de Paris por volta de 1550 d.C., que mostra uma cidade em transição. Ainda com fortes traços medievais em certos aspectos, ela já possuía muitos dos pontos turísticos que atraem visitantes até hoje.
Começa nos arredores da abadia de Saint-Germain-des-Prés, fundada no século VI, e segue pelo Sena em direção ao Palais de la Cité, passando por baixo da Ponte Saint-Michel. Casas como essa foram construídas ao longo de pontes semelhantes até os séculos XVIII e XIX.
Há tempo para contemplar a Catedral de Notre Dame e observar que a famosa flecha, a torre que se perdeu no incêndio de 2019, ainda não havia sido construída.
Outra volta pelo Palácio e passando pela Sainte-Chapelle até um desvio ao nível da rua para a movimentada Margem Direita ao longo da Pont aux Meuniers, uma ponte que não existe mais. Desabou em 1596, foi reconstruída e desapareceu definitivamente em um incêndio em 1621.
O Renascimento estava prestes a começar, e este vislumbre de Paris na iminência da urbanização é fascinante em seu cenário de fim de século (para usar uma expressão) gerado por computação gráfica.
A cidade sempre esteve em constante evolução – para os interessados, há um tour 3D mais extenso pela história de Paris.
Embora essa excursão pela Idade Média apresente algumas construções familiares, o período romano, quando Paris era conhecida como Lutécia, exibe muitas estruturas grandiosas que simplesmente não existem mais.
É mais um lembrete de que nada dura para sempre, nem mesmo os edifícios construídos com a pedra mais nobre.
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